A juventude não foi feita para o prazer, mas sim para o heroísmo!

Vamos lutar pela Vida desde a fecundação até a morte natural!

Não se esqueça! A força do Mal está na fraqueza do Bem! Então vamos defender o Direito à VIDA desde a fecundação(nascituro) até a morte natural! Meus caros eleitores paulista precisamos de 300 mil assinaturas, para que estas petições sejam levadas ao Poder Público do Estado de São Paulo para que se assegure o Direito à Vida. Acesse e assine a petição: www.saopaulopelavida.com.br agora mesmo! Hoje o Estado de São Paulo! Amanhã o Brasil! Por que não depois de amanhã o mundo!?

quarta-feira, 20 de março de 2013

Pobreza e fausto: extremos harmônicos no firmamento da Igreja



 Plinio Corrêa de Oliveira

AMBIENTES, COSTUMES, CIVILIZAÇÕES


Um aspecto da Santa Igreja. Numa cela cheia de penumbra, ante um crucifixo que relembra a morte mais dolorosa que jamais houve, um Monge cartuxo folheia um devocionário. Revestido de um simples e pobre burel, com uma longa barba, esse Religioso parece a personificação de todos os elementos que impregnam o ambiente que o rodeia: gravidade extrema, resolução varonil de só viver para o que é profundo, verdadeiro, eterno, nobre simplicidade, espírito de renúncia a tudo quanto é da terra, pobreza material enfim, iluminada pelos reflexos sobrenaturais da mais alta riqueza espiritual.

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Outro aspecto da Santa Igreja.

Na imensa nave central da Basílica de São Pedro, movimenta-se majestoso o cortejo papal. Na fotografia, percebe-se apenas uma parte dele, isto é, alguns Cardeais e os dignitários eclesiásticos e leigos que precedem imediatamente a sedia gestatória. Nesta, o Sumo Pontífice, ladeado dos famosos "flabelli" e seguido da Guarda Nobre. Ao fundo, ergue-se o Altar da Confissão, com suas elegantíssimas colunas e seu esplendido dossel. E bem mais atrás a célebre "Glória" de Bernini. As altas paredes recobertas de mármores admiráveis e adornadas de relevos, os arcos a um tempo leves e imensos, as luzes que resplandecem como se fossem estrelas ou fulgidíssimos brilhantes, tudo enfim se reveste de uma grandeza, de uma riqueza que é bem o supra-sumo do que a terra pode apresentar de mais belo. É a maior pompa de que o homem seja capaz, realçada pela magnificência da arte e pelo esplendor dos recursos naturais da pedra.

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O que em um quadro é gravidade recolhida, no outro é glória irradiante. O que em um é pobreza, no outro é fausto. O que em um é simplicidade, no outro é requinte. O que em um é renúncia às criaturas, no outro é a superabundância das mais esplêndidas dentre elas.

Contradição? É o que muitos diriam: pode-se, então, amar a um tempo a riqueza e a pobreza, a simplicidade e a pompa, a ostentação e o recolhimento? Pode-se a um tempo louvar o abandono de todas as coisas da terra, e a reunião de todas elas para a constituição de um quadro em que reluzem os mais altos valores terrenos?

O problema é muito atual, no momento em que Sua Santidade o Papa João XXIII se mostra tão edificantemente zeloso das esplendidas tradições vaticanas, com manifesto desconcerto de elementos que têm uma mentalidade à Aneurin Bevan ( o líder trabalhista é paladino na luta contra todas as pompas, e assistiu de costas a uma parte da cerimônia de coroação da Rainha Elizabeth II ).

Não, entre uma e outra ordem de valores não existe contradição, senão na mente dos igualitários, servos da Revolução. Pelo contrário, a Igreja Se mostra santa, precisamente porque com igual perfeição, com a mesma sobrenatural genialidade, sabe organizar e estimular a prática das virtudes que esplendem na vida obscura do Monge, e das que refulgem no cerimonial sublime do Papado. Mais ainda. Uma coisa se equilibra com a outra. Quase poderíamos dizer que um extremo ( no sentido bom da palavra ) compensa a outro e com ele se concilia.

O fundo doutrinário no qual estes dois santos extremos se encontram e se harmonizam é muito claro. Deus Nosso Senhor deu-nos as criaturas, a fim de que estas nos sirvam para chegarmos até Ele. Assim, cumpre que a cultura e a arte, inspiradas pela Fé, ponham em evidência todas as belezas da criação irracional e os esplendores de talento e virtude da alma humana. É o que se chama de cultura e civilização cristã. Com isto, os homens se formam na verdade e na beleza, no amor da sublimidade, da hierarquia e da ordem que no universo espelham a perfeição d’Aquele que o fez. E assim as criaturas servem, de fato, para a nossa salvação e a glória divina. Mas de outro lado, elas são contingentes, passageiras, só Deus é absoluto e eterno. Cumpre lembrá-lo. E por isto é bom afastar-se dos seres criados, para no desprezo de todos eles pensar só no Senhor. Do primeiro modo, considerando tudo o que as criaturas são, se sobe até Deus; e do outro modo, se vai até Ele considerando o que elas não são. A Igreja convida os seus filhos a irem por uma e outra via simultaneamente, pelo espetáculo sublime de suas pompas, e pela consideração das admiráveis renúncias que só Ela sabe inspirar e fazer realizar efetivamente.

quinta-feira, 7 de março de 2013

10º Acampamento da Ação Jovem em prol da Juventude!



Semana de Estudos em Campos (RJ)
 

  • Saulo Cavalcante de Sá 
Enquanto muitos se entregavam aos desregramentos característicos do carnaval, festa neopagã de nossos dias, 66 jovens participavam numa fazenda colonial em Campos (RJ) de mais uma Semana de Estudos promovida pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira juntamente com a Ação Jovem pela Terra de Santa Cruz..

O tema geral do evento foi o embate entre a Revolução e a Contra-Revolução no século XXI, o qual foi desenvolvido mais especialmente nas seguintes palestras: Cristeros — Exemplo de radicalidade católica; Esplendores da Igreja X Desvios do progressismo católico; Como poucos podem mudar a situação do mundo; A importância do apostolado e O Concílio Vaticano II.

Algumas conferências foram ilustradas por peças teatrais, destacando-se uma sobre a mencionada luta dos cristeros contra o comunismo no México, quando muitos derramaram seu sangue em defesa da fé, bradando antes do fuzilamento o nome de Cristo Rei.


Os tempos livres foram preenchidos com lazeres adequados à idade dos participantes: paintball, caça ao tesouro, jogos medievais e o jogo do Imperador.











Houve também projeção de audiovisuais sobre o Beato Jose Sánchez del Rio, jovem mártir cristero que preferiu ser torturado e morto a negar o nome de Nosso Senhor.

Como a vida espiritual é a fonte de toda luta contra-revolucionária verdadeiramente eficaz, não puderam faltar as práticas de piedade: assistência à Santa Missa, terço, recitação do Ofício de Nossa Senhora e uma Via Sacra solene.

Como gran finale, um lauto banquete em estilo medieval foi servido, seguido da entrega das lembranças.







Foram cinco dias de muita seriedade e alegria — virtudes não excludentes —, criando um ambiente do qual já se tem saudades, e um desejo para que chegue logo o próximo encontro!

  VIVA CRISTO REI!!!

Depoimentos de alguns participantes

 

André Kloeppel, 19 anos, Curitiba (PR): “Esses dias foram muito interessantes. Serviram para aumentar a devoção a Nossa Senhora e ter bem presente o espírito do verdadeiro católico, isto é, o espírito combativo praticado de modo exemplar pelos Cristeros no México”.

 

Danilo Medeiros, 15 anos, Brasília (DF): “Gostei muito dos jogos medievais, que testaram a força e a bravura de cada um. A reunião sobre Ambientes, Costumes e Civilizações mostrando a decadência de costumes em nossos dias também foi muito boa”.

 

Marco Antônio, 16 anos, São Paulo (SP): “Gostei muito! Foi uma ocasião propícia para perceber, através das reuniões, o que é a Igreja Católica. Além disso, fiz amizade com pessoas de vários lugares do Brasil. O que mais me chamou a atenção foi a organização: sempre apresentando a coisa certa na hora certa”.

 

Yago Ferreira, 15 anos, Cardoso Moreira (RJ): Gostei muito das palestras, dos jogos, dos teatros. Foi tudo muito bem elaborado. A palestra que mais gostei foi a referente à aparição de Nossa Senhora de Guadalupe.

 

quarta-feira, 6 de março de 2013

A religião do laicismo


Gregorio Vivanco Lopes


A Revolução Francesa guilhotinou
 inúmeros católicos em nome do laicismo
Faz parte da natureza humana ser profundamente religiosa. Criada por Deus, a alma do homem tem como aspiração fundamental voltar-se para seu Criador, o único capaz de completar suas lacunas, redimir suas faltas e torná-la plenamente feliz.
Esse anseio de felicidade nunca satisfeita que existe no ser humano indica bem que ele foi feito para alcançar sua plenitude em algo ou Alguém que está fora dele. Daí a busca desenfreada de felicidade a que alguns se entregam de modo errático, seja na sensualidade, na carreira, na saúde, nas drogas, nos divertimentos, e em quanta coisa mais. Mas só obtêm fogachos de prazer, necessariamente passageiros e incompletos, seguidos de frustração.
Não pretendo desenvolver aqui as provas teóricas da existência de Deus, mas apenas apontar para o fato de que, se a pessoa tira a Deus de seu panorama, nele se instala o vazio, mesmo se inconfessado. E esse vazio é um tormento maior do que todos os sofrimentos a que está sujeito o ser humano.
Por isso o laicismo tem de tomar ares de uma religião do homem, diferente e oposta à religião de Deus, para tentar preencher esse vazio. Os tão propalados “direitos humanos”, embora possam conter alguma parcela de verdade, constituem, em última análise, uma tentativa de substituir os Dez Mandamentos da Lei de Deus.
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É fato histórico que todas as civilizações que nos precederam, desde a mais remota Antiguidade, creram em alguma divindade. Foi nossa civilização, dita moderna, que a partir da Revolução Francesa de 1789 inaugurou uma triste exceção com a ferrenha implantação do laicismo dos Estados. Desde esses infaustos dias, começou também a proliferar, em nível individual, o ateísmo, até que, no século XX, tivemos a espantosa e inaudita experiência de Estados que se proclamavam oficialmente ateus, como é o caso dos regimes comunistas.
O laicismo, como o entendem diversos doutrinadores, não deveria opor-se à existência das religiões. Apenas o Estado não professaria nenhuma delas, permanecendo indiferente a sua existência, ao mesmo tempo em que lhes daria liberdade de existirem. Os Estados Unidos seriam o modelo ideal.
Acontece que essa definição fixista não corresponde bem à natureza do laicismo. Nascido de uma ojeriza profunda à Religião Católica da parte dos revolucionários de 1789, o movimento laicista inicialmente a colocou no mesmo patamar das demais religiões, mas vai aos poucos e por etapas mostrando sua verdadeira natureza persecutória.
Manuel Valls, Ministro do Interior,
da França defende projeto ameaçador
Em outros termos, do laicismo se poderia dizer o que de uma corrente política argentina se disse certa vez: “uma incógnita em constante evolução”. A aversão do laicismo à Religião Católica — e às outras religiões que, num ponto ou noutro, professem princípios afins — é algo de muito profundo e que só aos poucos veio se explicitando ao longo da História recente, mostrando suas garras à luz do dia.

Nesse sentido, o laicismo é uma verdadeira religião anti-religiosa que nos dias presentes vai expondo cada vez mais claramente seus objetivos, através de uma cristianofobia das mais raivosas, mesmo quando se serve para isso de sentenças e de leis.
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Não se trata aqui da perseguição que animistas ou hinduístas ou muçulmanos ou outros ainda fazem aos cristãos, pois isso, por mais rejeitável que seja, não é um problema novo, ele repete o passado. A nova perseguição do laicismo é feita com luvas de pelica e instrumentos cirúrgicos, em nome de “direitos humanos” entendidos de modo anticristão.
Nos Estados Unidos, por exemplo, o presidente Obama forçou a aprovação de uma lei sobre os planos de saúde que obriga, sob penas severas, os estabelecimentos católicos e outros a promover o aborto, a contracepção e ainda outros pecados. Ou seja, obriga-os a agir contra seus princípios morais. Perseguição evidente.
Porém, o passo mais avançado está para ser dado na França.
“O governo socialista francês anunciou a criação de um Observatório Nacional de Laicidade, com a deportação de cristãos e membros de outras religiões que sejam considerados portadores de uma ‘patologia religiosa’.
“O presidente François Hollande, que em sua campanha eleitoral prometeu equiparar as uniões homossexuais ao matrimônio, disse em 10 de dezembro que no ano 2013 se estabelecerá o citado Observatório”.
O Ministro do Interior, Manuel Valls, explicou a missão do Observatório: “O objetivo não é combater as opiniões com a força, mas detectar e compreender quando uma opinião se faz potencialmente violenta e chega ao excesso criminal. O objetivo é identificar quando é bom intervir para lidar com o que se converte numa patologia religiosa.
“Valls — cujo governo permite a pornografia para moças de 18 anos — ressaltou que o Observatório colocará o foco em extremistas de todos os credos” e exemplificou com grupos tradicionalistas cujas ações considerou “nos limites da legalidade”, quando protestaram em mais de una ocasião contra o aborto, a lei de uniões homossexuais etc.
A agência “Reuters” assinala que “a França deportará imãs estrangeiros e radicais, oriundos de grupos religiosos, incluindo os tradicionalistas católicos de linha dura, se uma nova política de segurança revelar que eles sofrem de uma ‘patologia religiosa’ e podem tornar-se violentos”.
Valls acrescentou que “os criacionistas nos Estados Unidos e no mundo islâmico, os extremistas muçulmanos, os católicos ultra-tradicionalistas e os judeus ultra-ortodoxos querem viver separadamente do mundo moderno”. Perseguição às minorias? É essa a democracia laicista?
“Com este Observatório, será o governo francês que decidirá quem são os católicos ‘que se portam bem’ (ACI, 20-12-12).
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O laicismo tinha que chegar até a perseguição aos católicos. E ela vai se desenhando com nitidez cada vez maior. É bem o momento de permanecermos firmes na nossa fé e repetirmos confiantes com o Salmista:
“Por que razão se amotinaram as nações e os povos maquinam planos vãos? Os reis da terra sublevam-se e os príncipes coligam-se contra o Senhor e contra o seu Cristo. Quebremos as suas cadeias, disseram eles, e sacudamos de nós os seus laços!
“Aquele que habita nos céus ri-se, o Senhor zomba deles.
“Ele lhes fala então na sua ira, e os aterroriza no seu furor” (PS 2, 1-5). 

Fonte: IPCO, 2013