A juventude não foi feita para o prazer, mas sim para o heroísmo!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Confirmado: a “homofobia” não existe!

Alejandro Ezcurra Naón



No momento que em vários países intenta-se coarctar a legítima rejeição à perversão homossexual mediante a acusação de “homofobia”, convém assinalar que tal acusação não tem o menor sentido. Isto porque —é preciso frisá-lo— a “homofobia” simplesmente não existe: é uma mera palavra-chavão, vazia de qualquer substância, mas de forte impacto emocional. Foi posta em circulação pelo psiquiatra norte-americano George Weinberg em 1966, a pedido de uma denominada Gay Activist Alliance (GAA), sem qualquer base científica demonstrada, e unicamente uma arma semântica para neutralizar os opositores do movimento homosexual[1].

O psicólogo George Weinberg publicou em 1972 o livro Society and the Healthy Homosexual no qual forjou o termo "homofobia"



Em psiquiatria, fobia é uma obsessão sob a forma de temor patológico[2]. Só ocorre em casos extremos e muito específicos: pode haver fobias, por exemplo, contra o que ameaçe a saúde ou a integridade de uma pessoa. Mas seria absurdo qualificar de fóbico a quem, por exemplo, evita normalmente aquilo que prejudica sua saúde ou sua integridade física. E muito menos se pode carimbar de “homofóbicos” —ou seja, de doentes mentais!— a esmagadora maioria de pessoas que, em países como o Brasil, seguindo princípios de razão natural ancorados na Lei moral e admitidos unânimemente durante milênios por todos os povos civilizados, defendem a saúde do organismo social e desejam proteger a família face à presente ofensiva publicitária e legal de poderosos lobbies homosexuais.

Até agora ninguém conseguiu demonstrar a existência de tal patologia, nem poderá fazé-lo. Mais fácil será demonstrar que existe o lobishomen ou a sereia… Em suma, o epíteto só procura neutralizar a reação das grandes maiorias e estigmatizar os que se preocupam deveras pelo porvir da Nação e da família, e pela proteção à população infantil.
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[1] Cfr.The American Society for the Defense of Tradition, Family and Property – TFP, En Defensa de una Ley Superior – Porqué debemos oponernos al pseudo-matrimonio y al movimiento homosexual, Ed.Acción Familia, Santiago de Chile, 2004, pp. 89-90.
[2] Cfr. Honorio Delgado MD, Curso de Psiquiatría, Lima, Imprenta Santa María, 1953, p. 60.
Fonte: Site IPCO, Março de 2011

quarta-feira, 4 de maio de 2011

10 razões pelas quais o “casamento” homossexual é prejudicial e deve ser combatido

Uma caravana do setor estudantil da TFP Americana (TFP Student Action), está percorrendo o litoral leste dos EUA, numa campanha em defesa da família, ameaçada por projeto de lei que visa a instituir o chamado “casamento” homossexual.
Os jovens estão distribuindo um folheto intitulado 10 razões pelas quais o “casamento” homossexual é prejudicial e deve ser combatido. Sendo o tema de atualidade também para nosso país, pareceu-nos oportuno apresentar aqui a tradução de seu texto.
10 razões pelas quais o “casamento” homossexual é prejudicial e deve ser combatido
Por TFP Student Action (Ação Estudantil TFP)
1. O “casamento” homossexual não é casamento
Chamar algo de casamento não faz disso um casamento. O casamento sempre foi uma aliança entre um homem e uma mulher, ordenada por sua natureza à procriação e educação dos filhos, assim como à unidade e bem-estar dos cônjuges.
Os promotores do “casamento” homossexual propõem algo completamente diferente. Eles propõem a união entre dois homens ou duas mulheres. Isso nega as evidentes diferenças biológicas, fisiológicas e psicológicas entre homens e mulheres, que encontram a sua complementaridade no casamento. Nega também a finalidade primária específica do casamento: a perpetuação da raça humana e a educação dos filhos.
Duas coisas completamente diferentes não podem ser consideradas a mesma coisa.
2. O “casamento” homossexual viola a Lei Natural
Casamento não é apenas qualquer relacionamento entre seres humanos. É uma relação enraizada na natureza humana e, portanto, regida pela lei natural.
O preceito mais elementar da lei natural é que “o bem deve ser feito e buscado e o mal deve ser evitado”. Pela razão natural, o homem pode perceber o que é moralmente bom ou mau. Assim, ele pode conhecer o objetivo ou finalidade de cada um de seus atos e como é moralmente errado transformar os meios que o ajudam a realizar um ato em finalidade do ato.
Qualquer situação que institucionalize a defraudação da finalidade do ato sexual viola a lei natural e a norma objetiva da moralidade.
Estando enraizada na natureza humana, a lei natural é universal e imutável. Ela se aplica da mesma forma a toda a raça humana. Ela manda e proíbe de forma consistente, em todos os lugares e sempre. São Paulo, na Epístola aos Romanos, ensina que a lei natural está inscrita no coração de todo homem (Rom 2,14-15).
3. O “casamento” homossexual sempre nega à criança ou um pai ou uma mãe
O melhor para a criança é crescer sob a influência de seu pai natural e sua mãe natural. Esta regra é confirmada pelas evidentes dificuldades enfrentadas por muitas crianças órfãs ou criadas por só um dos genitores, um parente, ou pais adotivos.
A lamentável situação dessas crianças será a norma para todos os “filhos” de “casais” homossexuais. Esses “filhos” serão sempre privados ou de sua mãe natural ou de seu pai natural. Serão criados, necessariamente, por uma parte que não tem nenhuma relação de sangue com eles. Vão ser sempre privados de um modelo paterno ou materno.
O chamado “casamento” homossexual ignora os interesses da criança.
4. O “casamento” homossexual valida e promove o estilo de vida homossexualEm nome da “família”, o “casamento” homossexual serve para validar não só as referidas uniões, mas todo o estilo de vida homossexual em todas as suas variantes, bissexuais e transgêneros.
As leis civis são princípios que estruturam a vida do homem na sociedade. Como tais, elas desempenham um papel muito importante, e por vezes decisivo, que influenciam os padrões de pensamento e comportamento. Elas configuram externamente a vida da sociedade, mas também modificam profundamente a percepção de todos e a avaliação de formas de comportamento.
O reconhecimento legal do “casamento” homossexual necessariamente obscurece certos valores morais básicos, desvaloriza o casamento tradicional e enfraquece a moralidade pública.
5. O “casamento” homossexual transforma um erro moral num Direito Civil
Os ativistas homossexuais afirmam que o “casamento” homossexual é uma questão de direitos civis, semelhante à luta pela igualdade racial nos anos 1960.
Isso é falso.
Primeiro de tudo, comportamento sexual e raça são realidades essencialmente diferentes. Um homem e uma mulher querendo casar-se podem ser diferentes em suas características: um pode ser preto, o outro branco; um rico e o outro pobre; ou um alto e o outro baixo. Nenhuma dessas diferenças são obstáculos insuperáveis para o casamento. Os dois indivíduos são ainda um homem e uma mulher e, portanto, as exigências da natureza são respeitadas.
O “casamento” homossexual se opõe à natureza. Duas pessoas do mesmo sexo, independentemente da sua raça, riqueza, estatura, erudição ou fama, nunca serão capazes de se casar por causa de uma insuperável impossibilidade biológica.
Em segundo lugar, características raciais herdadas e imutáveis não podem ser comparadas com comportamentos não-genéticos e mutáveis. Simplesmente, não há analogia entre o casamento inter-racial de um homem e uma mulher e o “casamento” entre duas pessoas do mesmo sexo.
6. O “casamento” homossexual não cria uma família, mas uma união naturalmente estéril
O casamento tradicional é geralmente tão fecundo, que aqueles que querem frustrar o seu fim tem de fazer violência à natureza para impedir o nascimento de crianças, usando a contracepção. Ele tende, naturalmente, a criar famílias.
Pelo contrário, o “casamento” homossexual é intrinsecamente estéril. Se os “cônjuges” querem ter um “filho”, eles devem contornar a natureza por meios caros e artificiais ou empregar maternidade de substituição [“mães de aluguel”]. A tendência natural de tal união não é criar famílias.
Portanto, não podemos chamar de casamento a união de pessoas do mesmo sexo e dar-lhe os benefícios do casamento verdadeiro.
7. O “casamento” homossexual desvirtua a razão pela qual o Estado beneficia o casamentoUma das principais razões pelas quais o Estado confere inúmeros benefícios ao casamento é que, por sua própria natureza e desígnio, o casamento proporciona as condições normais de uma atmosfera estável, afetuosa, e moral, que é benéfica para a educação dos filhos, frutos do mútuo afeto dos pais. Ele ajuda a perpetuar a nação e fortalecer a sociedade, o que é um evidente interesse do Estado.
O “casamento” homossexual não fornece essas condições. Seu desígnio principal, objetivamente falando, é a gratificação pessoal de duas pessoas, cuja união é estéril por natureza. Não tem direito, portanto, à proteção que o Estado concede ao casamento verdadeiro.
8. O “casamento” homossexual impõe a sua aceitação por toda a sociedade
Ao legalizar o “casamento” homossexual, o Estado se torna o seu promotor oficial e ativo. O Estado exige que os servidores públicos celebrem a nova cerimônia civil, ordena as escolas públicas a ensinarem sua aceitação pelas crianças, e pune qualquer funcionário que manifeste sua desaprovação.
Na esfera privada, pais contrariados vão ver seus filhos expostos mais do que nunca a esta nova “moralidade”; as empresas que oferecem serviços de casamento serão obrigadas a fornecê-los a uniões de pessoas do mesmo sexo; e proprietários de imóveis terão de concordar em aceitar “casais” homossexuais como inquilinos.
Em todas as situações em que o casamento afete a sociedade, o Estado vai esperar que os cristãos e todas as pessoas de boa vontade traiam suas consciências, coonestando, por silêncio ou ação, um ataque à ordem natural e à moral cristã.
9. O “casamento” homossexual é a vanguarda da revolução sexualNa década de 1960, a sociedade foi pressionada para aceitar todos os tipos de relações sexuais imorais entre homens e mulheres. Hoje estamos presenciando uma nova revolução sexual, na qual a sociedade está sendo convidada a aceitar a sodomia e o “casamento” homossexual.
Se o “casamento” homossexual for universalmente aceito como a etapa presente da “liberdade” sexual, que argumentos lógicos podem ser usados para parar as próximas etapas, do incesto, pedofilia, bestialidade e outras formas de comportamento antinatural? Com efeito, os elementos radicais de certas subculturas de vanguarda já estão defendendo essas aberrações.
A insistência na imposição do “casamento” homossexual ao povo norte-americano torna cada vez mais claro que o ativista homossexual Paul Varnell escreveu no “Chicago Free Press”:
“O movimento gay, quer o admitamos ou não, não é um movimento de direitos civis, nem mesmo um movimento de libertação sexual, mas uma revolução moral destinada a mudar a visão das pessoas sobre a homossexualidade.”
10. O “casamento” homossexual ofende a Deus
Esta é a razão mais importante. Sempre que se viola a ordem moral natural estabelecida por Deus, comete-se um pecado e se ofende a Deus. O “casamento” homossexual faz exatamente isso. Assim, quem professa amar a Deus deve opor-se a ele.
O casamento não é criação de nenhum Estado. Pelo contrário, ele foi estabelecido por Deus no paraíso para os nossos primeiros pais, Adão e Eva. Como lemos no Livro do Gênesis: “Deus criou o homem à sua imagem; criou-o à imagem de Deus, criou o homem e a mulher. Deus os abençoou: Frutificai, disse ele, e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a” (Gen 1, 27-28).
O mesmo foi ensinado por Nosso Senhor Jesus Cristo: “No princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso, deixará o homem pai e mãe e se unirá à sua mulher” (Mc 10, 6-7).
O Gênesis também ensina como Deus puniu Sodoma e Gomorra, por causa do pecado da homossexualidade: “O Senhor fez então cair sobre Sodoma e Gomorra uma chuva de enxofre e de fogo, vinda do Senhor, do céu. E destruiu essas cidades e toda a planície, assim como todos os habitantes das cidades e a vegetação do solo” (Gen 19, 24-25).
Uma posição de princípios, não pessoal
Ao escrever esta declaração, não temos qualquer intenção de difamar ou menosprezar ninguém. Não somos movidos pelo ódio pessoal contra nenhum indivíduo. Ao nos opormos intelectualmente a indivíduos ou organizações que promovem a agenda homossexual, nosso único objetivo é defender o casamento tradicional, a família, e os preciosos restos da civilização cristã.
Como católicos praticantes, estamos cheios de compaixão e rezamos por aqueles que lutam contra a tentação implacável e violenta do pecado homossexual. Rezamos por aqueles que caem no pecado homossexual por causa da fraqueza humana: que Deus os ajude com Sua graça.
Estamos conscientes da enorme diferença entre essas pessoas que lutam com suas fraquezas e se esforçam por superá-las, e outros que transformam seus pecados em motivo de orgulho e tentam impor seu estilo de vida à sociedade como um todo, em flagrante oposição à moralidade cristã tradicional e à lei natural. No entanto, rezamos por eles também.
Rezamos também pelos juízes, legisladores e funcionários do governo que, de uma forma ou de outra, tomam medidas que favorecem a homossexualidade e o “casamento” homossexual. Não julgamos suas intenções, disposições interiores, ou motivações pessoais.
Rejeitamos e condenamos qualquer forma de violência. Simplesmente exercitamos a nossa liberdade de filhos de Deus (Rom 8:21) e nossos direitos constitucionais à liberdade de expressão e à manifestação pública, de forma aberta, sem desculpas ou vergonha da nossa fé católica. Nos opomos a argumentos com argumentos. Aos argumentos a favor da homossexualidade e do “casamento” entre pessoas do mesmo sexo, respondemos com argumentos baseados na reta razão, na lei natural e na Divina Revelação.
Em uma declaração polêmica como esta, é possível que uma ou outra formulação possa parecer excessiva ou irônica. Essa não é a nossa intenção.
Original inglês:
10 Reasons Why Homosexual “Marriage” is Harmful and Must be Opposed
Disponível em
http://www.tfpstudentaction.org/politically-incorrect/homosexuality/10-reasons-why-homosexual-marriage-is-harmful-and-must-be-opposed.html
Fonte: Site IPCO, Março de 2011.

terça-feira, 3 de maio de 2011

TV: os próprios atores reconhecem o veneno.


Seremos responsáveis pela lama que nossos filhos recebem todo o dia da televisão. Se até os próprios atores reconhecem isso, por que fechamos os olhos?


Márcio Coutinho

Paris, 1968. O mundo parou para ver a revolta de um magote de estudantes da Universidade da Sorbonne que vociferavam: “É proibido proibir”.

Nesse slogan, os rebeldes apontavam para um novo “ideal de vida”, em que todas as sadias barreiras da moral, da disciplina e dos bons costumes estariam eliminadas. Maio de 1968, data da Revolução da Sorbonne foi um marco inicial a partir do qual tem-se proliferado a devassidão por todos os meios possíveis: pela moda, pela arte, por novas doutrinas, etc. E, durante anos, um instrumento foi muito útil para essa corrente ideológica : a televisão.

A TV tornou-se um dos maiores difusores desse “ideal de vida libertário”. E a maneira mais eficaz de forçar a Opinião Pública a seguir suas metas é fazê-la acreditar que “todo o mundo pensa assim”. Ái de quem discordar! Será logo tachado de “retrógrado”. Ir contra esse “ideal de vida” é inadmissível. Mais que proibido proibir, é proibido discordar!

Tal é o mau exemplo que a TV nos passa que até atores de programas televisivos reconhecem. Conforme notícia do site do Yahoo Brasil (11/3/2011), a atriz Carolina Dieckmann declarou que seus filhos “não assistem televisão aberta. Hoje não há motivos para assistirem”. O novelista Walcyr Carrasco disse ter “pena” de Carolina, pois deve “ser horrível trabalhar em um meio que ela não suporta, a ponto de pedir que seus filhos não assistam”. Quem está dentro sabe mais de perto a composição do veneno produzido, e os possíveis efeitos…

Há quem diga que os programas televisivos, as novelas por exemplo, são boas, pois “representam a realidade, e a realidade deve ser vista de frente!” Na verdade, o mundo das novelas não reproduzem a vida real de hoje, mas tenta fabricar a realidade de amanhã, caso as pessoas se deixem influenciar pelas novas modas e idéias sugeridas subrepticiamente pelo programa.

Outra consideração ainda me vem à mente: muita gente não percebe que muitos de seus problemas familiares – a rebeldia de seus filhos, por exemplo, ou a infidelidade conjugal – entram em seus lares por influência da televisão, cujo lema subjacente é o “proibido proibir”.
E o leitor, o que pensa disso? Deixe seu comentário!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A Fé explicada. Quem ama, conhece! E quem conhece, ama!

Nº4

Por que estudar a Religião? — IV

Após as provas de que o universo foi criado por Deus, publicadas na edição anterior, o autor(*) passa a tratar da criação do homem, composto de corpo e alma


O homem é uma criatura racional, o que o distingue essencialmente do animal e de todas as outras criaturas do mundo visível

O homem é uma criatura racional composta de corpo e alma. Ele é uma criatura, quer dizer, um ser criado, que vem do nada pelo poder de Deus. É uma criatura racional, ou seja, inteligente, capaz de discernir o bem do mal, o verdadeiro do falso, o justo do injusto. Essa é a razão que distingue eminentemente o homem do

animal e de todas as outras criaturas do mundo visível.

O homem se compõe de um corpo e de uma alma. O corpo é esse envoltório exterior, essa substância material que vemos, que tocamos. Ele se compõe de diversas partes: são nossos membros e nossos diversos órgãos. A alma é essa substância invisível que vive, sente, pensa, julga, raciocina, obra livremente e dá ao corpo o movimento e a vida, completando-o para a formação do ser humano completo.

A união da alma com o corpo constitui o homem, e o faz um ser intermediário entre os anjos, que são puros espíritos, e as criaturas sem inteligência ou sem vida, que são matéria.

Assim, pois, o corpo e a alma são duas substâncias distintas, e sua união íntima, substancial, pessoal, constitui o homem.

É certo que temos alma, pois há algo em nós que vive e imprime o movimento a nossos membros; algo que sente, que conhece, que pensa, raciocina e obra livremente. Mas como o corpo por si mesmo é inerte, sem vida, sem sentimento, sem inteligência e sem vontade, um cadáver, devemos concluir que há em nós algo diferente do corpo, e esse algo é a alma.

Portanto, o mais nobre dos seres vivos deste mundo sensível é o homem. Ele possui a vida vegetativa: como as plantas, se nutre, cresce, morre. Possui a vida sensitiva: como os animais, sente, move-se de um lugar para outro, sobrevive em seus filhos e escolhe o que lhe convém. Mas, ademais, possui a vida intelectiva, que estabelece uma distância quase infinita entre o homem e os seres inferiores.

Como se prova que nossa alma é um espírito?

Prova-se que a alma do homem é um espírito por seus atos, como se prova a existência de Deus por suas obras. É um princípio evidente que as operações de um ser são sempre conformes com sua natureza: conhece-se o operário por suas obras. Nossa alma produz atos espirituais, como os pensamentos, os juízos, as volições. Logo, nossa alma é espiritual.

A alma do homem jamais deixará de existir. Tudo o prova de uma maneira evidente:

1 – A natureza do homem;

2 – Suas aspirações e desejos;

3 – As perfeições de Deus;

4 – A crença de todos os povos;

5 – As conseqüências funestas que resultariam da negação desta verdade fundamental.

Os desejos e aspirações da alma provam que ela é imortal?

Sim. O desejo natural e irresistível que temos de uma felicidade perfeita e de uma vida sem fim prova a imortalidade da alma; porque este desejo não pode ser satisfeito na vida presente, e portanto deve ser satisfeito na vida futura. Se não, Deus, autor de nossa natureza, ter-nos-ia enganado,dando-nos aspirações e desejos sempre defraudados, nunca satisfeitos, o que não pode ser. Se o desejo da felicidade não devesse ser satisfeito, Deus não o teria posto em nós.

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* Tradução de trechos do livro La Religión Demostrada, do Padre P.A. Hillaire, Editorial Difusión, Buenos Aires, 8ª edição, 1956, pp. 41 e ss.

Fonte: Revista Catolicismo, maio de 2009, Leitura Espiritual

segunda-feira, 28 de março de 2011

8º Acampamento da Ação Jovem em prol da Juventude!



Enquanto grande parte do Brasil se chafurda no lamaçal de imoralidade do Carnaval, 46 jovens reuniram-se para uma semana de estudos, oração e lazer, no 8º Acampamento da Ação Jovem pela Terra de Santa Cruz, entre os dias 4 e 8 de março, numa fazenda colonial de Campos, no Norte Fluminense. Eles eram provenientes dos estados: Ceará, Distrito Federal, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo.




O leitmotiv deste acampamento foi o Brasil, sua história e sua vocação. As palestras versaram sobre temas como D.Vital, a expulsão dos protestantes holandeses, Guerra de Canudos, Plínio Corrêa de Oliveira e sua obra, etc. Complementando o aspecto político-social, ainda uma reunião sobre um tema fundamental: devoção a Nossa Senhora, virtude e oração.




Para ilustrar a teoria, sobre o Brasil profundo, os jovens visitaram uma casa senhorial que pertenceu ao Visconde de Araruama, na cidade vizinha de Quissamã, e onde estiveram D.Pedro II, Princesa Isabel e outras grandes personalidades. O tônus aristocrático do Brasil foi bastante sentido.




Nesse mesmo dia assistiram missa na igreja, Imaculado Coração de Maria, em Cardoso Moreira, RJ, celebrada pelo Revmo. Pe. David Francisquini no rito tradicional, São Pio V, que com muito gosto ministrou também o sacramento da penitência.





Nos dias decorrentes houve jogos diversos, proporcionando sadio lazer. Todas as noites tinham programas mais leves, como teatros e projeções audiovisuais, ajudavam a sedimentar os ensinamentos do dia.









Como de costume, houve a recitação do Terço e o Ofício em honra a Nossa Senhora.










Para fechar em grande estilo, tiveram-se os tradicionais jogos e banquete medievais. Como lembrança do evento, os jovens receberam uma imagem de N.Sra. das Graças e o livro “O Idealismo”, com excertos do pensamento de Plínio Corrêa de Oliveira.



Os organizadores agradecem primeiramente a Nossa Senhora por tão abençoado e bem-sucedido acampamento da Ação Jovem, e também ao grande número de amigos que deram sua generosa contribuição para ser possível tal apostolado com a nossa juventude.



quarta-feira, 23 de março de 2011

A Fé explicada. Quem ama, conhece! E quem conhece, ama!


Nº 3


Por que estudar a Religião? — III


Na edição anterior foram expostas provas da existência de Deus. Na presente, provas de que o universo foi criado por Deus, e não fruto do acaso*


1 — O universo não pôde fazer-se a si mesmo, porque o que não existe não pode agir, e conseqüentemente não pode dar-se a existência. O ser que não existe é nada; e o nada, nada produz.


2 — O universo não é fruto da casualidade, porque a casualidade é uma palavra que o homem inventou para indicar sua ignorância e para explicar os fatos cujas causas desconhece.


Não existe efeito sem causa, nem ordem sem uma inteligência ordenadora. Lançai sobre o solo um montão de letras misturadas. Por ventura podem tais letras produzir um livro, se não há uma inteligência que as ordene? De modo nenhum! Reúnam-se em uma caixa todas as peças de um relógio. Por acaso chegarão a colocar-se por si mesmas no lugar que lhes corresponde, para iniciar o movimento e marcar as horas? Jamais!


3 — O universo não existiu sempre. Assim o reconhecem à uma todas as ciências. A geologia, ou ciência da Terra; a astronomia, ou ciência dos astros; a biologia, ou ciência da vida, etc. — todas sustentam que o mundo teve um princípio. “Nada há eterno sobre a Terra, disse um sábio. E tudo quanto se contém nas entranhas dos astros ou em sua superfície teve princípio e deve ter algum fim”.


4 — Pode-se demonstrar a existência de Deus pelo movimento dos seres criados?


Sim, porque não há movimento sem um motor, quer dizer, sem alguma causa que o produza. Pois bem, tudo quanto existe no mundo obedece a algum movimento que tem que ser produzido por algum motor. E como não é possível que exista realmente uma série infinita de motores, dependentes uns dos outros, é preciso que cheguemos a um motor primeiro, eterno e necessário, causa primeira do movimento de todos os demais. A esse motor primeiro chamamos Deus. [...]


5 — Podemos deduzir a existência de Deus mediante a contemplação dos seres vivos?


Sim, a razão, a ciência e a experiência nos obrigam a admitir um Criador de todos os seres vivos disseminados sobre a Terra. E como esse Criador não pode ser senão Deus, segue-se que da existência dos seres vivos podemos concluir a existência de Deus.


As ciências físicas e naturais nos ensinam que em um determinado tempo não havia nenhum ser vivo sobre a Terra. De onde provém, então, a vida que agora existe nela — a vida das plantas, a vida dos animais, a vida do homem?


A razão nos mostra que nem a vida intelectiva do homem, nem a vida sensitiva dos animais, nem sequer a vida vegetativa das plantas podem ter brotado da matéria. Razão? Porque ninguém dá o que não tem. E como a matéria carece de vida, tampouco pôde dá-la. A ciência verdadeira estabelece que nunca nasce um ser vivo se não existe um gérmen vital, semente, ovo proveniente de outro ser vivo da mesma espécie.


E qual é a origem do primeiro ser vivo em cada uma das espécies? Remontemos de geração em geração, e sempre chegaremos a um primeiro criador de todos os seres vivos, causa primeira de todas as coisas, que é Deus.


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* Tradução de trechos do livro La Religión Demostrada, do Padre P.A. Hillaire, Editorial Difusión, Buenos Aires, 8ª edição, 1956, pp. 7 e 8.


Fonte: Revista Catolicismo, março de 2009, Leitura Espiritual

Jovens furam o cerco da imoralidade

Nos Estados Unidos, Guatemala e Equador, alguns exemplos da guarda da castidade pelos jovens, dignos de serem admirados e imitados



Gregório Vivanco Lopes


Em nossa época de propaganda e marketing, talvez nenhum “produto” seja tão promovido e exaltado quanto a imoralidade. Cinema, novelas na TV, anúncios, reportagens nos jornais e revistas, a abundante miscelânea da Internet. Outros itens como modas, patrocínio oficial, atividades a favor dos “direitos humanos”, educação sexual nas escolas, legislação permissiva — tudo colabora no mesmo sentido. Nunca é demais lembrar, infelizmente, a conivência — ou pelo menos a omissão — de não poucos membros do clero “progressista”.


Para ninguém escapar a essa pressão onímoda que se exerce especialmente sobre os jovens, alvo preferencial da onda corruptora, ergueu-se em torno deles um fenomenal muro psicológico, mais danoso para as almas do que os muros e muralhas que se constroem para cercear a liberdade de povos e nações. Trata-se de um muro alicerçado em brincadeiras maliciosas, zombarias, insinuações, visando colocar no ridículo e menosprezar o jovem que ouse sair dos trilhos da corrupção moral.


Somente a sólida convicção em torno de princípios muito claros, apoiada por uma coragem a toda prova, pode habilitar o jovem a não se dobrar a tão grande pressão e furar o cerco. Não se trata portanto de tarefa para tolos tipo maria-vai-com-as-outras, nem para covardes.



Segundo o escritor católico francês Paul Claudel, a juventude não foi feita para o prazer, mas para o heroísmo. Um heroísmo que se obtém mediante a oração e a devoção a Nossa Senhora.


O educador e escritor húngaro Mons. Tihamer Toth (1889-1931), em seu livro “O Brilho da Mocidade”, tem este belo pensamento: “Se eu tivesse que dar uma medalha de ouro, escolhendo entre um general que ganhou uma guerra ou um jovem que vive a castidade, eu a daria para este último”.


Por tudo isso, alegra-nos constatar o surgimento, aqui e acolá, de grupos de rapazes e moças que furam o cerco e se unem para enfrentar a onda de imoralidade, guardando a castidade. Lírios nascidos no lodo e banhados pelo sol da pureza, eles merecem todo nosso apoio e incentivo, para que perseverem. Seguem alguns exemplos.


Guatemala: Ato diante do Santíssimo Sacramento

Durante o Primeiro Congresso da Juventude Católica da Guatemala, realizado nos dias 13 e 14 de março último, mais de sete mil jovens lotaram o Coliseu Domo na Cidade da Guatemala.



Começaram o evento com uma procissão, seguida por uma consagração mariana.



Em seguida os milhares de jovens passaram algum tempo em adoração eucarística. Estando todos ajoelhados diante do Santíssimo Sacramento, o ator mexicano convertido Eduardo Verástegui rezou com eles a oração de promessa de castidade. Todos prometeram “lutar pela virtude da pureza” e “levar uma vida casta”. Depois Verástegui narrou como se deu sua conversão, e desafiou os rapazes e moças a “seguir os mandamentos de Deus e ser santos do terceiro milênio”.


Da mesma forma, a ex-atriz mexicana de telenovelas, Karyme Lozano, compartilhou sua experiência de conversão: “Abandonou sua bem sucedida carreira para viver uma vida cristã consistente, de acordo com os ensinamentos da Igreja”.(1)


Equador: Promessa de castidade e fidelidade matrimonial


Em 25 de março último, dez mil jovens equatorianos de ambos os sexos, das cidades de Quito e Cuenca, prometeram publicamente manter-se castos até o matrimônio, e depois de casados serem fiéis a seu cônjuge até a morte.


Amparo Medina, membro de Ação Pró-Vida, instituição organizadora do ato, disse que os milhares de jovens ouviram “testemunhos sobre a indústria da morte, os anticoncepcionais, o aborto, a mentira dos preservativos, as conseqüências da anticoncepção”.(2)


Estados Unidos: Oposição à “cultura moral decadente”


Conceituado site americano-canadense(3) noticia a realização do “Dia da Pureza”, comemorado em 12 de fevereiro, em que os participantes celebram a castidade. Um rol de instruções para a celebração termina com a exortação de São Paulo: “Ninguém te despreze por seres jovem. Ao contrário, torna-te modelo para os fiéis, no modo de falar e de viver, na caridade, na fé, na castidade” (I Tim. 4,12). A notícia informa ainda: “Milhares de jovens estão se preparando para celebrar o verdadeiro significado do amor, através da participação no sétimo dia anual da Pureza. Mais de 300 escolas em 44 estados [americanos], assim como centenas de igrejas e outras organizações em toda a América, se inscreveram para participar do Dia da Pureza, que é patrocinado pelo Conselho da Liberdade”.


O site-base da iniciativa explica: “O Dia da Pureza é um dia em que os jovens podem fazer uma demonstração pública do seu compromisso em manterem-se sexualmente puros, em pensamentos e ações. [...] Oferece aos que lutam pela pureza sexual uma oportunidade de estar juntos, em oposição a uma cultura moral decadente”.


Para Larry Jacobs, diretor do Congresso Mundial das Famílias, “é revigorante ter um dia especialmente dedicado a promover a abstinência antes do casamento”.


Adolescentes virgens, por razões religiosas e morais


Iniciativa isolada, minoritária, fadada ao fracasso?


O mais surpreendente é que a resposta é simplesmente NÃO! E esta resposta tem caráter oficial, pois um estudo do governo dos EUA constatou que a maioria dos adolescentes americanos são virgens. O relatório, com data de junho de 2010, foi elaborado pelos Centros de Controle de Doenças e Prevenção, sob o título “Os adolescentes nos Estados Unidos: Atividade Sexual, Uso de Anticoncepcionais e Gravidez”.


No período de 2006 a 2008, 58% dos rapazes e 57% das moças entre 15 e 19 anos relataram que nunca haviam tido relações sexuais. Os números confirmam os de outro estudo realizado em 2002. Razão mais alegada pelos adolescentes, para não terem relações sexuais: “É contra a religião ou a moral”.


Segundo Judie Brown, presidente da American Life League (ALL), “este estudo tem uma importância enorme para as nossas escolas públicas e privadas, em muitas das quais regurgitam perigosamente currículos com programas imprecisos de educação sexual”.


O número de adolescentes com experiências sexuais teve seu pico em 1988 (51%). A partir daí a abstinência veio ganhando terreno nos Estados Unidos.(4)


Notas:
1. Catholique News Agency (CNA), 18-3-10.
2. Agência Informativa Católica Argentina (AICA), 1º-4-10.
3. LifeSiteNews, 10-2-10.
4. EWTN News, 11-7-10.


Fonte: Revista Catolicismo, fevereiro de 2011.