A juventude não foi feita para o prazer, mas sim para o heroísmo!

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Considerações sobre cultura católica: em que consiste, como se adquire, suas deformações


Plinio Corrêa de Oliveira
 
 
 
 
 
Cultura é essencialmente conhecimento e amor da Verdade, do Bem e da Beleza. Mas por isto mesmo é também ódio ao erro, ao mal, ao feio. É, pois, impossível fazer obra cultural séria que não tenha um e outro aspecto. A Igreja ensina a Verdade, o Bem, e forma as almas para o Belo. Por isto mesmo combate implacavelmente o erro e o mal, e é incompatível com o feio. Neste quadro de Berruguete (séc. XV), São Domingos de Gusmão manda lançar às chamas os livros católicos e os infectados da heresia albigense. Os primeiros são poupados pelo fogo e os outros são extinguidos pelas mesmas chamas.
Atendendo ao pedido constante de carta que publicamos em outro local (*), reroduzimos a seguir a conferência que nosso colaborador Prof. Dr. Plinio Corrêa de Oliveira proferiu a 13 de novembro do ano findo no Seminário Central de S. Leopoldo, Rio Grande do Sul, a convite do Revmo. Pe. Leonardo Fritzen, S. J., Reitor daquela Casa: 
Agradeço emocionado, a saudação amável do ilustre Reitor desta Casa, e o acolhimento afetuoso que de vós estou recebendo. 
A atmosfera que aqui se respira evoca anos saudosos e fecundos de minha vida, os tempos já distantes em que cursava o Colégio S. Luiz, de São Paulo. Passando quase todo o meu curso secundário em convívio com a Companhia de Jesus, meu espírito se voltou desde cedo para a consideração dos valores espirituais que Santo Inácio legou à sua milícia, minhas primeiras lutas espirituais foram travadas sob a influência dos Exercícios, abriu-se na Congregação a minha alma para a piedade mariana, entusiasmou-se meu coração no estudo do que pela Igreja fizeram os Santos que na Companhia floresceram, e alentou-se minha vontade na devoção ao Sagrado Coração de Jesus, que Jesuítas eminentes haviam propagado por todo o Brasil. Posso dizer com sinceridade que quanto mais vivo, tanto mais se radica em mim a veneração a todos estes valores. Compreendereis pois facilmente, quanto me sinto tocado num ambiente como este, em que me é fácil discernir nos mestres, nos alunos, por assim dizer no ar e nos próprios muros aquela influência formativa que modelou em seus albores e em suas camadas mais internas o meu próprio espírito. 
Ademais, estou aqui num Seminário, e considerando-vos, a vós, jovens, que por vocação divina ireis servir a Santa Igreja nas fileiras sagradas do Clero, chamados alguns para a vida religiosa em Institutos beneméritos, e a grande maioria para as nobres lides do Clero secular, não posso deixar de me sentir empolgado. Como bem acentuou o Revmo. Pe. Reitor, em vossas fileiras está representado quase todo o Brasil, desde as margens do Amazonas até as cochilhas gloriosas deste Rio Grande, passando pelo indômito Pernambuco, terra de meus maiores, e pelo São Paulo invicto, minha terra natal. Deixastes lares, esperanças terrenas, prazeres, riquezas talvez, para vos preparardes para o serviço de Deus. Vosso sacrifício é grande por certo, mas vossa missão ainda maior. Nosso país vive em circunstâncias que colocam nas mãos do Clero - muito mais nitidamente do que em outras épocas - não só o destino eterno de nossos contemporâneos, mas de certo modo o de muitas e muitas gerações vindouras, e ipso facto a grandeza da pátria brasileira nos séculos que estão por vir. Não é preciso dizer mais, para vos manifestar com quanta simpatia vos vejo aqui reunidos, ávidos de ouvir uma palavra para a qual a generosidade do Pe. Reitor suscitou uma expectativa imerecida. Acabo de me referir à grandeza de vossa vocação, excelsa em todos os tempos mas tão particularmente grande nos dias que correm. Isto me conduz naturalmente ao tema que foi proposto para minha palestra, a cultura católica. Comecemos pois a considerá-lo. 
*      *      * 
O que é a cultura? A esta pergunta, têm sido dadas respostas bem diversas, inspiradas umas na filologia, outras em sistemas filosóficos ou sociais de toda sorte. Tal é o cipoal de contradições que em torno deste vocábulo, e outro conexo, que é "civilização", se estabeleceu, que congressos internacionais de sábios e professores se têm especialmente reunido para lhes definir o conteúdo. Como sói acontecer, de tanta discussão não nasceu a luz... 
Não seria possível na exigüidade desta palestra enunciar as teses e os argumentos das diversas correntes, afirmar por sua vez nossa tese e justificá-la, para tratar depois da cultura católica. Entretanto, podemos considerar seriamente o assunto, tomando a palavra "cultura" nos mil significados de que ela se reveste na linguagem de tantos povos, classes sociais e escolas de pensamento, e começando por mostrar que em todas estas acepções a "cultura" contém sempre um elemento basilar invariável, isto é, o aprimoramento do espírito humano
No âmago da noção de aprimoramento, está a idéia de que todo homem tem em seu espírito qualidades susceptíveis de desenvolvimento, e defeitos passíveis de repressão. O aprimoramento tem pois dois aspectos: um, positivo, em que significa crescimento do que é bom, e outro negativo, ou seja, a poda do que é mau
Muitos modos de pensar e de sentir correntes, a respeito da cultura, se explicam à vista deste princípio. Assim, não temos dúvida em reconhecer o caráter de instituição cultural a uma universidade, a uma escola de música ou teatro, ou mesmo a uma sociedade destinada ao fomento do jogo de xadrez ou da filatelia. É que estas entidades ou grupos sociais têm como objetivo direto o aprimoramento do espírito, ou pelo menos visam fins que de si aprimoram o espírito. Entretanto, podemos conceber uma universidade, ou outra instituição cultural, que trabalhe virtualmente contra a cultura, o que se dá quando, pelo efeito de erros de qualquer ordem, sua ação deforma os espíritos. Poder-se-ia por exemplo fazer esta afirmação a propósito de certas escolas que, levadas de um entusiasmo exagerado pela técnica, incutem em seus alunos o desprezo por tudo quanto é filosófico, ou artístico. Um espírito que adora a mecânica como valor supremo e faz dela o único firmamento da alma, nega toda certeza que não tenha a evidência das experiências de laboratório e rejeita desdenhosamente todo o belo, é sem dúvida um espírito deformado. Como deformado seria o espírito que, movido por um apetite filosófico imoderado, negasse qualquer valor à musica, à arte, à poesia, ou mesmo a atividades mais modestas mas que também exigem inteligência e cultura, como a mecânica. E de universidades que plasmassem segundo alguma destas orientações falsas os seus alunos, diríamos que exercem uma ação anti-cultural, ou propagam uma falsa cultura.
Na acepção corrente, reconhece-se que jogar esgrima é um exercício de certo valor cultural, porque supõe qualidades de destreza física, vivacidade de alma, elegância. Mas o senso comum se mostra intenso a reconhecer caráter cultural ao box, que tem em si algo de aviltante para o espírito, pelo fato de ter por alvo de golpes maciços e brutais a face do homem. Em todas estas acepções, e em tantas outras ainda, a linguagem corrente inclui na noção de cultura a idéia de aprimoramento da alma.
 
Cultura e instrução 
À primeira vista é menos clara, no conceito geral, a distinção entre instrução e cultura. Mas, bem analisadas as coisas, vê-se que tal distinção existe, e repousa sobre um fundamento sólido. 
Diz-se de uma pessoa que leu muito, que é muito culta, pelo menos comparativamente a outra que lê pouco. E, entre duas pessoas que leram muito, a que mais leu presume-se ser a mais culta. Como de si a instrução aprimora o espírito, é natural que, salvo razões em contrário, se repute mais culto quem for mais lido. O perigo de um erro neste assunto nasce do fato de que muitas pessoas simplificam inadvertidamente as noções e chegam a considerar a cultura como mera resultante da quantidade de livros lidos. Erro palmar, pois a leitura é proveitosa, não tanto em função da quantidade como da qualidade dos livros lidos, e principalmente em função da qualidade de quem lê, e do modo por que lê
Em outros termos, em tese a leitura pode fazer homens instruídos: tomamos aqui a palavra instrução no sentido de mera informação. Mas uma pessoa muito lida, muito instruída, ou seja, informada de muitos fatos ou noções de interesse científico, histórico ou artístico, pode ser bem menos culta do que outra de cabedal informativo menor.
 
O rato de biblioteca (Der Bücherwurm), pelo pintor alemão Carl Spitzweg (1808-1885)
É que a instrução só aprimora o espírito em toda a medida do possível, quando seguida de uma assimilação profunda, resultante de acurada reflexão. E por isto quem leu pouco, mas assimilou muito, é mais culto do que quem leu muito e assimilou pouco. Em via de regra, por exemplo, um guia de museu é muito instruído dos objetos que deve mostrar aos visitantes. Mas não raras vezes ele é pouco culto: limita-se a decorar, e não procura assimilar. 
 
Como se adquire a cultura 
Tudo quanto o homem apreende com os sentidos ou a inteligência, exerce um efeito sobre as potências de sua alma. Deste efeito, uma pessoa pode libertar-se mais, ou menos, ou até inteiramente, conforme o caso, mas em si cada apreensão tende a exercer sobre ela um efeito. 
Como já dissemos, a ação cultural consiste positivamente em acentuar todos os efeitos aprimoradores, e negativamente em frear os outros. 
Bem entendido, a reflexão é o primeiro dos meios desta ação positiva. Mais, muito e muito mais do que um rato de biblioteca, um repositório vivo de fatos e datas, nomes e textos, o homem de cultura deve ser um pensador. E para o pensador o livro principal é a realidade que ele tem diante dos olhos; o autor mais consultado, ele próprio, e os demais autores e livros, elementos preciosos mas nitidamente subsidiários
Contudo a mera reflexão não basta. O homem não é puro espírito. Por uma afinidade que não é apenas convencional, existe um nexo entre as realidades superiores que ele considera com a inteligência, e as cores, os sons, as formas, os perfumes que atinge pelos sentidos. O esforço cultural só é completo quando o homem embebe todo o seu ser, por estas vias sensíveis, dos valores que sua inteligência considerou. O canto, a poesia, a arte têm exatamente este fim. E é por um acurado e superior convívio com o belo (retamente entendida a palavra, é claro) que a alma se embebe inteiramente da verdade e do bem. 
Juízo final (Fra Angelico)
Cultura Católica 
Para que uma cultura esteja alicerçada sobre bases verdadeiras, é pois necessário que contenha noções exatas sobre a perfeição do homem - quer nas potências da alma, quer nas relações desta com o corpo - sobre os meios pelos quais ele deve alcançar esta perfeição, os obstáculos que encontra, etc. 
É bem de ver que a cultura, assim conceituada, deve ser toda ela nutrida pela seiva doutrinária da Religião verdadeira. Pois é à Religião que compete ensinar-nos no que consiste a perfeição do homem, a via para alcançá-la, e os obstáculos que se lhe opõem. E Nosso Senhor Jesus Cristo, personificação inefável de toda a perfeição, é assim a personificação, o modelo sublime, o foco, a seiva, a vida, a glória, a norma, e o encanto da verdadeira cultura. O que equivale a dizer que a cultura verdadeira só pode ser baseada na verdadeira Religião, e que só da atmosfera espiritual criada pelo convívio de almas profundamente católicas pode nascer a cultura perfeita, como o orvalho se forma naturalmente da atmosfera sadia e viva da madrugada. 
Isto se demonstra também à luz de outras considerações. 
Dizíamos pouco antes que tudo quanto o homem vê com os olhos do corpo ou os da alma é susceptível de o influenciar. Todas as maravilhas naturais de que Deus encheu o universo são feitas para que ao considerá-las a alma humana se aprimore. Mas as realidades que transcendem os sentidos são intrinsecamente mais admiráveis do que as sensíveis. E se a contemplação de uma flor, uma estrela ou uma gota de água pode aprimorar o homem, quanto mais o pode fazer a contemplação do que a Igreja nos ensina sobre Deus, seus Anjos, seus Santos, o Paraíso, a graça, a eternidade, a Providência, o inferno, o mal, o demônio, e tantas outras verdades
A imagem do Céu na terra é a Santa Igreja, a obra prima de Deus. A consideração da Igreja, seus dogmas, seus Sacramentos, suas instituições, é por isto mesmo um supremo elemento de aprimoramento humano. Um homem que, nascido nos subterrâneos de alguma exploração de minério, nunca tivesse visto a luz do dia, perderia com isto um elemento de enriquecimento cultural precioso, e quiçá capital. Muito mais perde, culturalmente, quem não conhece a Igreja, da qual o sol não é senão uma figura pálida no sentido mais literal deste adjetivo. 
Entretanto há mais. A Igreja é o Corpo Místico de Cristo. Circula nela a graça, que nos vem da Redenção infinitamente preciosa de Nosso Senhor Jesus Cristo. Pela graça, o homem é elevado à participação da própria vida da Santíssima Trindade. Basta dizer isto, para afirmar o incomparável elemento de cultura que a Igreja nos dá abrindo-nos as portas da ordem sobrenatural
O mais alto ideal de cultura está pois contido na Santa Igreja de Deus.
 
Interior da mesquita de Córdoba, hoje Catedral católica
Culturas não católicas 
Pode o homem elaborar fora da Igreja uma cultura verdadeira? Distingo. 
Ninguém poderia afirmar que os egípcios, os gregos, os chineses não foram possuidores de autênticos e admiráveis elementos de cultura. Entretanto, é inegável que a cristianização do mundo clássico veio propiciar a este valores culturais muito mais altos
S. Tomás ensina que a inteligência humana pode, de per si, conhecer os princípios da lei moral, mas que em conseqüência do pecado original os homens facilmente se desviam do conhecimento desta lei, pelo que se tornou necessário que Deus revelasse os Dez Mandamentos. Ademais, sem o auxílio da graça ninguém pode praticar duravelmente na sua íntegra a Lei. E se bem que a graça seja dada a todos os homens, sabemos que os povos católicos, com a superabundância de graças que recebem na Igreja, são os que conseguem praticar todos os Mandamentos. 
De outro lado, uma sociedade humana só está em seu estado normal quando a generalidade de seus membros observa a lei natural. E daí se segue que, se bem que povos não católicos possam ter produções culturais admiráveis, são sempre gravemente falhos em alguns pontos capitais, o que tira à sua cultura a integridade e plena regularidade, pressuposto necessário de tudo quanto é exímio ou mesmo simplesmente normal. 
A cultura verdadeira e perfeita só na Igreja se encontra
Sainte Chapelle (andar superior), em Paris, mandada construir por São Luís IX, Rei de França, para abrigar a Coroa de espinhos posta na sagrada Cabeça de Nosso Senhor, durante a Paixão
Ireis, meus caros Seminaristas, plasmar para a Religião verdadeira e pois para a plenitude da cultura, este nosso povo jovem, de imensos recursos inaproveitados, a quem tocará a liderança do mundo futuro, por alguns séculos certamente. Estes séculos, esta influência mundial serão de Cristo, Senhor Nosso, se fordes Padres segundo o Coração de Jesus, inteiramente formados na escola de Maria
Tudo quanto vos acabo de dizer redunda em afirmar quanto reverencio vossa esplêndida missão, o muito que de vós espera meu coração de católico, o muito que vos amo por terdes deixado tudo para seguir esta gloriosa vocação
Ajude-vos Maria Santíssima a implantar em nossa pátria sua realeza recentemente proclamada pelo Sumo Pontífice: ut adveniat regnum Christi, adveniat regnum Mariae
Melhores votos não vos poderia apresentar como católico, como brasileiro, como amigo! 

(*) A respeito da conferência do Prof. Dr. Plinio Corrêa de Oliveira que publicamos neste número, recebeu esta folha a seguinte carta altamente expressiva, assinada por 56 alunos do Seminário Central de S. Leopoldo: 
"Sr. Redator 
Os infra-assinados vimos pedir a V. S. o favor de inserir oportunamente nas colunas de CATOLICISMO a notável conferência, que a todos nos empolgou, do Prof. Dr. Plinio Corrêa de Oliveira, proferida no salão nobre do Seminário Central de S. Leopoldo, aos 13 de novembro deste ano. Esse impressionante trabalho versou sobre a Cultura no seu sentido mais vasto e profundo, e nele se espelhou, uma vez mais, o seguro e penetrante saber social, histórico, filosófico e teológico do grande colaborador de CATOLICISMO, que nos honrou com sua visita e nos edificou com sua palavra. Muito gratos."



sábado, 28 de junho de 2014

Importante passo rumo ao modelo venezuelano

COMUNICADO — Importante passo rumo ao modelo venezuelano
IPCO


COMUNICADO

Importante passo rumo ao modelo venezuelano


O País atravessa momentos de turbulência político-social, inéditos e perplexitantes. Tensões, boa parte delas induzidas, marcam o dia a dia do noticiário. A atmosfera psicológica do Brasil está saturada e nem sequer o clima, habitualmente distendido que cerca uma Copa do Mundo, ainda mais realizada em território nacional, escapou a tais deletérias influências.
A população tem assistido, estupefata, à realização de greves em serviços essenciais, muitas delas declaradas abusivas pela própria Justiça, que impõem graves inconvenientes e perturbações aos brasileiros ordeiros, que labutam e produzem nos grandes centros urbanos; tais greves têm gerado insegurança, que se traduz em depredações de bens públicos e privados e até em saques.
Grupos de chamados “sem-teto”, altamente treinados e organizados, inclusive com a presença de estrangeiros, invadem terrenos e prédios urbanos, sendo recebidos, após seus atos criminosos, por autoridades – até mesmo pela Presidente da República – tornando assim o poder público e a sociedade refém de seus desígnios ideológicos.
Marchas do MST e de reais ou fictícios indígenas, manipulados por ONGs ou instituições como o Conselho Indigenista Missionário-CIMI ou similares, fazem encenações de enfrentamentos com policiais, registradas em fotografias que percorrem o mundo, transmitindo a falsa idéia de um Brasil que se contorce em estertores sociais e raciais.
Por outro lado, grupos extremistas anti-sistema, estilo “Black Bloc”, promovem atos de protesto – por causas poucos definidas – espalhando a violência urbana, planejada e calculada, de modo a lançar o caos e atacar símbolos do capitalismo, no exercício do que qualificam como “ilegalidade democrática”.
Por fim, diante do alastrar-se de fatores de incompreensão e de indignação, nas camadas profundas da população, em relação ao governo da Presidente Dilma Rousseff e ao Partido dos Trabalhadores, vozes como a do ex-Presidente Lula tentam disseminar um clima de luta e de ódio de classes, tão avesso ao sentir do brasileiro comum.
*  *  *
É neste contexto tumultuado que surge um gravíssimo ataque às instituições e à ordem constitucional vigente, perpetrado através do Decreto presidencial nº 8.243, cuja efetivação poderia ser qualificada com uma tentativa de golpe de Estado incruento.
Editado pela Presidência da República no dia 23 de maio p.p., e publicado no Diário Oficial três dias depois, estabelece ele a “Política Nacional de Participação Social” e o “Sistema Nacional de Participação Social”.
Sob o disfarce de tratar da organização e funcionamento da administração pública – invocando para tal até dispositivos constitucionais – e alegando que o sistema representativo contém falhas, o governo do Partido dos Trabalhadores, via decreto, tenta implementar um novo regime de organização do Estado, o qual visa “consolidar a participação social como método de governo”.
Manejando habilmente sofismas e falácias sobre a “democracia direta”, valendo-se de definições e disposições vagas, o Decreto submete a Administração Pública, em seus diversos níveis, aos “mecanismos de participação social”.
Os “conflitos sociais”, como, por exemplo, invasões de terras, de imóveis urbanos, de demarcação de terras indígenas, – tantos deles gerados artificialmente – serão mediados por elementos do governo e setores da sociedade civil, controlados por “coletivos, movimentos sociais, suas redes e suas organizações”.
E a Secretaria-Geral da Presidência da República dirigirá uma burocrática e coletivista estrutura de conselhos, conferências, comissões, ouvidorias, mesas de diálogo, etc.
O Decreto 8.243 – que já chegou a ser comparado a um decreto bolivariano ou bolchevique – torna obsoletas as instituições do Estado de Direito, criando organismos informais (ou quase tanto) que condicionarão o Judiciário, o Legislativo ou o próprio Executivo.
Como é de conhecimento público, em grande medida tais “movimentos sociais”, “coletivos” ou grupos da dita sociedade civil são influenciados, orientados e financiados pelo Partido dos Trabalhadores, pela “esquerda católica”, bem como pelo próprio governo.
Fica assim instituído um sistema paralelo de poder, que consagra na prática uma ditadura do Executivo, na pessoa do Secretário-Geral da Presidência da República, atualmente o ex-seminarista Gilberto Carvalho, quem habitualmente faz a ponte entre o governo e a CNBB.
*  *  *
 A Presidente da República tenta desta forma impor ao País metas político-ideológicas do PT – alimentadas nos Fóruns Sociais Mundiais – e sempre repudiadas pela maioria dos brasileiros.
Desde há muito, certo tipo de esquerda – e sobremaneira a esquerda petista no poder, influenciada em maior ou menor grau pelo progressismo católico – tenta subverter o exercício do regime “democrático”. Fiel a suas velhas convicções socialo-comunistas, eriça-se contra as instituições do que qualifica de “democracia burguesa”, tentando vender a idéia de uma democracia direta e participativa, como mais autêntica e popular.
Já no primeiro mandato do Presidente Lula, enquanto o País estava embalado pela pseudo-moderação do projeto político de mudança do Brasil, expresso na Carta ao Povo brasileiro, o programa “Fome Zero” fazia uma primeira tentativa de instaurar no Brasil “conselhos populares” que, como alertaram certas vozes na época, mais não eram de que uma reedição dos conselhos da revolução cubanos ou dos coletivos chavistas.
Mais à frente veio a tentativa de controlar a imprensa pelo mesmo mecanismo de conselhos, manipulados por “movimentos sociais”.
O PNDH3, baseado numa vaga e abrangente política de Direitos Humanos, constituiu nova tentativa de impor ao País um controle da sociedade e das instituições do Estado, por conselhos.
Por ocasião das manifestações de junho de 2013, a Presidente Dilma Rousseff em discurso televisionado a todo o País, voltou a acenar com o tema da democracia direta e a “voz das ruas”. Veio, logo em seguida, a tentativa de impor ao País uma Constituinte específica para a reforma política.
*  *  *
De todos os quadrantes da sociedade se têm erguido vozes que apontam o grave perigo criado ao futuro político do Brasil pelo Decreto presidencial nº 8.243. No Congresso Nacional há movimentos pronunciados para inviabilizar ou derrubar o referido Decreto. Outros setores ensaiam movimentos para recorrer ao Supremo Tribunal Federal, reclamando da inconstitucionalidade de tal Decreto.
O governo veio a público defender a medida, sempre baseado em subterfúgios e, segundo informa a imprensa, não está disposto a recuar. Aproveitando-se do período em que as atenções de muitas pessoas estão voltadas para a Copa do Mundo, contando ainda com já tão próxima campanha eleitoral, Dilma Rousseff e seus assessores no Planalto e no PT, parecem decididos a apostar no golpe institucional.
*  *  *
Quando dos trabalhos da Constituinte de 1988, o Prof. Plinio Corrêa de Oliveira publicou a obra “Projeto de Constituição angustia o País”. Nele alertava para o fato de que elementos de nossa classe política, divorciados dos verdadeiros anseios do Brasil profundo, iriam arrastando inexoravelmente o Brasil para o esquerdismo radical.
E admoestava ainda que cada vez mais raros seriam os partícipes da farândola reformista da esquerda, “ganhos gradualmente pelo sentimento de inconformidade e apreensão nascido, a justo título, das camadas mais profundas da população”.
O Decreto nº 8243 é, por certo, um grave exemplo dessa obstinação ideológica. A inconformidade, ainda que silenciosa, é também uma realidade que cresce, apesar das máquinas de propaganda tentarem menosprezá-la ou distorcer-lhe o sentido.
O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira faz um apelo às forças vivas da Nação para que, num concerto geral dos espíritos clarividentes, alertem para o perigoso rumo ao qual nos encaminha o Decreto 8.243, obstruindo-lhe legalmente o caminho.
Caso não seja derrubado, o Decreto nº 8.243 terá operado uma transformação radical nas instituições do Estado de Direito, esvaziando o regime de democracia representativa, deixando o País refém de minorias radicais de esquerda e de ativistas, abrindo as portas para a tão almejada fórmula do atropelo e do arbítrio, típica dos regimes bolivarianos.

Adolpho Lindenberg
Presidente do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira

Fonte: http://ipco.org.br/ipco/noticias/comunicado-decreto-presidencial#.U68HFLFftLM

domingo, 8 de junho de 2014

Cristãos brasileiros cobram posição por escrito de políticos contra o Aborto





O governo acaba de colocar preço para matar um ser indefeso: R$ 443,30.
Eu não voto em candidato que não se pronunciar contra o Aborto.
Se você também é um defensor da vida, não deixe de assinar aqui a Carta Aberta aos Candidatos das Eleições de 2014.Leia, assine - e sobretudo DIVULGUE -
a CARTA ABERTA que fizemos para os candidatos de 2014.



***
Sob o título “Carta aberta aos Candidatos ao Executivo e Legislativo das eleições de 2014″ a Associação Devotos de Fátima convoca todos os cristãos brasileiros a assinar uma carta que exige dos candidatos uma posição clara e firme contra o Aborto (leia a carta em www.minhacartaaberta.com.br/candidatos2014).
“Desta vez nós vamos controlar, vamos cobrar, vamos denunciar”, afirma Marcos Luiz Garcia, Coordenador de Campanhas.
“O políticos são assim, dizem uma coisa ao grande público e depois de eleitos, na surdina dos gabinetes, muitos fazem o contrário do que prometeram. Agora tudo mudou, e estamos exigindo uma posição pública e por escrito“, completa Marcos Luiz.
Onde os políticos podem escrever sobre suas posições?
Aqui embaixo. No espaço reservado aos comentários.
Como os comentários são controlados por um Moderador, nossa Associação, antes de publicar a declaração do candidato, entrará em contato com o mesmo para confirmar todos os dados.
Aos senhores candidatos:
Escrevam no local dos comentários, abaixo, suas opiniões, coloquem seu nome por inteiro, seu nome que vai constar na urna eleitoral, seu RG e um telefone para que possamos entrar em contato (esse telefone não será publicado).
Depois de feitas as confirmações, publicaremos sua posição. E informaremos aos milhões de simpatizantes que temos pelo país.
 
 

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Semana de estudos e formação católica para jovens


 
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Ivan Rafael de Oliveira
 
 
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Pelo quinto ano consecutivo, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira (IPCO) e Ação Jovem pela Terra de Santa Cruz promoveu, durante os dias de carnaval, uma Semana de Estudos para jovens de todo o Brasil. O evento ocorreu numa aprazível fazenda colonial em Campos dos Goytacazes (RJ).
O tema escolhido para as conferências deste ano foram os grandes acontecimentos da História da Igreja, como a história dos mártires, a conversão de Constantino, o império de Carlos Magno, as guerras que enfrentou o Bem-aventurado Pio IX em defesa dos Estados pontifícios e a perseguição contra os católicos autênticos, desencadeada por correntes teológico-progressistas modernas. Houve também apresentações teatrais e audiovisuais sobre os erros que assolam a juventude atual e a necessidade de um espírito de luta em defesa dos princípios da civilização cristã.
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Os participantes ficaram especialmente emocionados pela recitação da Via Sacra, percorrida com espírito bem diverso do tom carnavalesco reinante em certos ambientes modernos. A decoração e os jogos medievais também contribuíram para os jovens adquirirem o espírito de respeito e sã combatividade, explanados durante as conferências.
Estiveram presentes mais de 60 jovens dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina, Goiás, além do Distrito Federal. Todos os menores participaram do evento com autorização dos responsáveis

Alguns depoimentos

Sérgio Miguel de Oliveira(Brasília – DF), 18 anos: Foi a primeira vez que estive num acampamento deste porte. Gostei muito, foi um programa realmente católico! As reuniões me chamaram muito a atenção, especialmente a que tratou dos mártires. Ela expôs bem como eles amavam Nosso Senhor e a Fé católica.  Sérgio Miguel de Oliveira (Brasília – DF), 18 anos:
Foi a primeira vez que estive num acampamento deste porte.
Gostei muito, foi um programa realmente católico! As reuniões me chamaram muito a atenção, especialmente a que tratou dos mártires. Ela expôs bem como eles amavam Nosso Senhor e a Fé católica.  
***
042014Acampamento61Antonio Mauricio Lanza de Sá e Mello (Lavras – MG), 14 anos:
Todo o acampamento foi bastante interessante.
Mas o que gostei mais foi a Via Sacra, rezada com uma solenidade que nunca tinha visto antes.
Muito diferente do carnaval que se tem aí fora!
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042014Acampamento8Fernando Bianchi (Campos – RJ), 15anos:
Tive a oportunidade de conhecer novas pessoas.
As reuniões trataram de temas que realmente mereciam ser conhecidos, e fatos que eu realmente não imaginava que tivessem existido.

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042014Acampamento5Vinicius Feitosa (Rio de Janeiro – RJ), 23 anos:
Achei tudo ótimo.
Especialmente a Via Sacra, muito bonita e bem preparada.
As reuniões foram bem feitas, de profundo conteúdo doutrinário e com ótimos palestrantes.

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042014Acampamento9Gabriel Takegame (São Paulo – SP), 14 anos:
Gostei muito da reunião sobre Constantino.
Deus fez um grande milagre, uma cruz apareceu no céu para a conversão desse imperador e terminar assim o período de perseguição contra os cristãos.

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042014Acampamento71Edson Matheus de Souza (Curitiba – PR), 15 anos:
Assim que chegamos houve uma recepção toda em estilo medieval, com bandeiras e tochas.
Chamou-me a atenção o respeito que um tem para com o outro.
É um lugar que santifica as pessoas. Espero poder voltar mais vezes.

Fonte: IPCO, junho de 2014.

domingo, 13 de abril de 2014

Rio de Janeiro rezará mais uma vez um terço público de reparação pela peça blasfema “Jesus Cristo SuperStar” na Sexta-feira Santa às 10:00




Ação Jovem pela Terra de Santa Cruz e o Instituto Vera Fides, no Rio de Janeiro (RJ), estão convidando as famílias do município e cidades próximas para, no dia 18 de Abril, às 10:00hs, Sexta Feira Santa, Largo do Machado, fazer um ato público de reparação, com a recitação do terço, a Nosso Senhor pelas ofensas da peça blasfema “Jesus Cristo SuperStar”.
O evento ocorrerá no Largo do Machado (próximo do metrô Largo do Machado, em frente da fonte).
Para maior esclarecimento acesse:
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Junte-se a católicos do Brasil inteiro que rezarão em suas respectivas cidades terços públicos de reparação a Nosso Senhor. Reúna a família e os amigos, e reze o terço em qualquer lugar público da sua cidade nesse mesmo dia.
Em São Paulo, junte-se a nós em um Grande Ato público de reparação que acontecerá dia 18/04 às 19:30hs, em frente ao Teatro Ohtake Cultural (Rua dos Coropés nº 88 – Pinheiros), local onde esta blasfêmia está sendo cometida.

 

Itu (SP) rezará um terço público de reparação pela peça blasfema “Jesus Cristo SuperStar” na Sexta-feira Santa


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Ação Jovem pela Terra de Santa Cruz e a Liga do Santo Rosário, em Itu (SP), estão convidando as famílias do município e cidades próximas para, no dia 18 de Abril, às 17hs, Sexta-Feira Santa, fazer um ato público de reparação, com a recitação do terço, a Nosso Senhor pelas ofensas da peça blasfema “Jesus Cristo SuperStar”.

O evento ocorrerá na Praça D. Pedro I (Praça do Cruzeiro, perto da Câmara dos Vereadores).
Qualquer dúvida, favor entrar em contato com o Prof. João Paulo de Camargo (representante Liga Sto. Rosário em Itu), celular (11) 96670-6033.
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Junte-se a católicos do Brasil inteiro que rezarão em suas respectivas cidades terços públicos de reparação a Nosso Senhor. Reúna a família e os amigos, e reze o terço em qualquer lugar público da sua cidade nesse mesmo dia.
Em São Paulo, junte-se a nós em um Grande Ato público de reparação que acontecerá dia 18/04 às 19:30 Hs, em frente ao Teatro Ohtake Cultural (Rua dos Coropés nº 88 – Pinheiros), local onde esta blasfêmia está sendo cometida.

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Ato de Reparação à Nosso Senhor Jesus Cristo é realizado na Cidade Maravilhosa. O próximo será em sua cidade...


Márcio Coutinho
No sábado passado, dia 5 de abril, no Largo da Carioca, centro do Rio de Janeiro, os cariocas puderam presenciar e participar do Ato público de reparação às ofensas cometidas contra Nosso Senhor Jesus Cristo nesta Quaresma, particularmente as da peça “Jesus Cristo SuperStar”.
Após a oração do terço, mais de vinte participantes do ato distribuíram rapidamente 1.500 folhetos, mostrando as razões pelas quais eram contrários a tal peça e convidando todos a também assinarem a petição, que já conta com mais de 43 mil assinaturas. O protesto é enviado por email à Ministra da Cultura Marta Suplicy, com cópia ao Emmo Cardeal Arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer.
Com a presença de uma Imagem de Nossa Senhora de Fátima, faixas e cartazes, o ato chamou a atenção, ao ponto de muitos transeuntes se aproximarem para rezar e tomar conhecimento das ofensas que essa peça contém. Algumas pessoas expressavam sua indignação com a peça: “Não perdoam nem Nosso Senhor!” ou  “Com Deus não se brinca!”. Outros diziam: “Me dá mais para distribuir!” “Querem crucificá-Lo outra vez…!”.  “Chega! Cadê o respeito a nossa Fé?!”; “Parabéns jovens! Não podemos ficar calados…”; “Logo na Semana Santa querem apresentar… A que ponto chegamos?”; “Estou a par da polêmica… É inadmissível!”; “Querem usar do nosso dinheiro para que sejamos cúmplices… Bárbaro!” são algumas das inúmeras manifestações de repúdio que registramos.
 
Houve também algumas manifestações contrárias. Algumas delas chegaram ao absurdo de dizer: “O que tem de mais Jesus ter uma relação amorosa com Madalena, faz parte do homem…” ou ainda: “Como somos Sua imagem e semelhança, temos as mesmas fraquezas… rs rs rs”; “Não vejo nada de mal, este é meu ponto de vista.”
A propósito, é oportuno recordar as palavras do apostolo São Paulo dirigidas aos Gálatas: “Não vos iludais, pois com Deus não se brinca: cada um colherá aquilo que tiver semeado.”    (Gálatas 6:7)
Assim sendo, conclamamos todos os católicos, para juntos neste Ato de reparação às ofensas feitas durante a quaresma, fazerem um ato público de reparação a Nosso Senhor. Em uma época tão conturbada são múltiplas as ofensas. Que Nosso Senhor Jesus Cristo possa encontrar o consolo de seus filhos.
 
Para isso, basta reunir sua família e amigos em uma praça pública de sua cidade, para rezar o Terço de Reparação próximo dia 18 de abril na própria Sexta-feira Santa, em uma cruzada contra a blasfêmia! Nesta crescente onda de Cristianofobia, um ato de amor como este à Nosso Redentor ecoará até o Céu!
Assine agora a Carta Aberta pedindo que o Ministério da Cultura suspenda imediatamente o patrocínio à peça blasfema “Jesus Cristo Superstar”