A juventude não foi feita para o prazer, mas sim para o heroísmo!

segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Acampamento Regional em Campos dos Goytacazes em prol da Juventude


Nos dias 21 e 22 de novembro último em uma fazendo colonial do norte fluminense, ocorreu um programa cultural em prol da juventude, onde tiveram presente 22 jovens oriundos das cidades de Campos dos Goytacazes e de Cardoso Moreira- RJ.
Tal iniciativa foi promovida pelo o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira juntamente com a Ação Jovem pela Terra de Santa Cruz, que propulsionou a estes jovens um final de semana onde puderam desfrutar de momentos de oração, estudos e lazer.

Em todas as manhãs havia sempre reuniões com temas variados que visavam a formação cultural, histórica e religiosa. Os jogos, como jogos de mesa, xadrez, vôlei, basquete, ping pong, jogo do bastão e outros, atraíram muito a atenção de uma geração muitas vezes afogada pela eletrônica do mundo moderno.


Num tempo onde a juventude tem como ídolos, um pseudo-heroísmo, os “super heróis”, foi possível demostrar a heroica vida do Beato Jose Sánchez del Rio, numa projeção de audiovisual, onde o jovem mártir cristero preferiu ser torturado e morto a negar o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo. Um verdadeiro modelo a seguir de católico militante onde sua alma foi forjada por valores e princípios, onde se pode bem notar no ápice deste holocausto heroicamente bradando: Viva Cristo Rei!”.


Sobre as copiosas bênçãos de Nossa Senhora se recitava os três terços à Ela, o Santo Rosário, sempre em conjunto nos três períodos do dia. Sobre a inesperada chuva torrencial, que nos impediu de acender a fogueira, já que a obra prima estava encharcada... restou cantarmos na varanda.

Para o próximo heroísmo, esperamos você jovem. Basta entrar em contato conosco, escrevendo para jovenspelobrasil@gmail.com ou se preferir acessando http://acaojovempelaterradesantacruz.blogspot.com.br/


VIVA CRISTO REI!!!

Vejam todas as fotos aqui no álbum da Ação Jovem

domingo, 29 de novembro de 2015

Educação sexual, um erro grave


Pio XI em sua Encíclica “Divini Illius Magistri” classifica a chamada "educação sexual" como erro grave e atitude reprovável

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S.S PIO XI

Muito difuso é o erro dos que, com pretensões perigosas e más palavras, promovem a chamada educação sexual, julgando erradamente poderem precaver os jovens contra os perigos da sensualidade, com meios puramente naturais, tais como uma temerária iniciação e instrução preventiva, indistintamente para todos, e até publicamente, e pior ainda, expondo-os por algum tempo às ocasiões para os acostumar, como dizem, e quase fortalecer-lhes o espírito contra aqueles perigos.
Estes erram gravemente, não querendo reconhecer a natural fragilidade humana e a lei de que fala o Apóstolo: contrária à lei do espírito (Rom 7, 23), e desprezando até a própria experiência dos fatos da qual consta que, nomeadamente nos jovens, as culpas contra os bons costumes são efeito, não tanto da ignorância intelectual, quanto e principalmente da fraqueza da vontade, exposta às ocasiões e não sustentada pelos meios da Graça.
Se consideradas todas as circunstâncias se torna necessária, em tempo oportuno, alguma instrução individual, acerca deste delicadíssimo assunto, deve, quem recebeu de Deus a missão educadora e a graça própria desse estado, tomar todas as precauções, conhecidíssimas da educação cristã tradicional, e suficientemente descritas pelo já citado Antoniano, quando diz: « Tal e tão grande é a nossa miséria e a inclinação para o mal, que muitas vezes até as coisas que se dizem para remédio dos pecados são ocasião e incitamento para o mesmo pecado. Por isso importa sumamente que um bom pai quando discorre com o filho em matéria tão lúbrica, esteja bem atento, e não desça a particularidades e aos vários modos pelos quais esta hidra infernal envenena uma tão grande parte do mundo; não seja o caso que, em vez de extinguir este fogo, o sopre ou acenda imprudentemente no coração simples e tenro da criança. Geralmente falando, enquanto perdura a infância, bastará usar daqueles remédios que juntamente com o próprio efeito, inoculam a virtude da castidade e fecham a entrada ao vício »
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Fonte: IPCO 27-11-2015

quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Vitória! PME é aprovado definitivamente em São Paulo sem a nefasta Ideologia de Gênero


O plenário da Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em maioria absoluta, um substitutivo em que os termos da Ideologia de Gênero não foram inseridos.

As famílias paulistanas tiveram uma grande vitória hoje em defesa do futuro moral de nossas crianças. O plenário da Câmara Municipal de São Paulo aprovou, em maioria absoluta, um substitutivo no qual os termos da Ideologia de Gênero não foram inseridos.
Todas as emendas apresentadas pela Vereadora Juliana Cardoso (PT) – que procurava reintroduzir termos como “identidade de gênero”, “nome social ” [para os LGBT, é claro], entre outros – foram reprovadas em bloco junto com outras emendas de diversos vereadores. Depois a Ver. Juliana Cardoso reclamou que a Ideologia de Gênero se tratava de “uma mentira” de grupos católicos que na época da ditadura falavam que “comunista comia criancinhas“.
Toninho Vespoli (PSOL) afirmou em seu discurso final que tem certeza que professores da rede pública irão ensinar a questão de “gênero”, mesmo que o termo não tenha sido contemplado na redação final.
Logo após o presidente do plenário ter confirmado o resultado da votação, Marcio Coutinho, representante do IPCO no local, junto com outros membros da Ação Jovem, puxou o brado: “O Brasil é… Terra de Santa Cruz!”. O estandarte do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira era facilmente observado ao lado do painel eletrônico de votação (foto acima). Alegramo-nos de ter participado desta batalha e desta vitória, junto a diversas entidades católicas beneméritas, que desde o início da tramitação estiveram mobilizadas e alertas.
O PME segue agora para aprovação do prefeito Haddad.
A campanha de envio de e-mails aos vereadores de São Paulo, que o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira promoveu, contou com 48.174 mensagens enviadas. Parabéns a todos que colaboraram.

sábado, 22 de agosto de 2015

Plano Estadual de Educação: Ideologia Homossexual ensinada nas escolas de todo o estado de SP?


Voluntários da Ação Jovem do IPCO estiveram presentes em uma audiência pública convocada pela bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo e viram o projeto que eles estão querendo impor para nossas crianças!



Enquanto toda a atenção estava voltada para as votações do Plano Municipal de Educação de São Paulo a nefasta Ideologia de Gênero foi incluída também no Plano Estadual de Educação (PEE). (Clique aqui e saiba mais)
Voluntários da Ação Jovem do IPCO estiveram presentes em uma audiência pública convocada pela bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo e viram o projeto que eles estão querendo impor para nossas crianças! (Vídeo acima)
Por isto, estamos lançando uma nova campanha de envio de emails pedindo aos Deputados Estaduais que retirem toda e qualquer menção na redação final do PEE à Ideologia de Gênero: “gênero”, “identidade de gênero”, “transsexualidade”, “orientação sexual”, e “diversidade sexual”, são exemplos destes termos e mesmo a “educação sexual” a qual é reservada à família e não à escola.
Mande agora mesmo, em apenas dois cliques, sua mensagem aos 94 deputados e não permita o ensino da Ideologia de Gênero nas escolas públicas e privadas do estado de São Paulo!
Faça já o seu protesto


Clique aqui, inscreva-se em nosso site e acompanhe a tramitação destes projetos anti-família. Enviaremos alertas sobre o andamento dos projetos e datas de votação.

sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Vídeo: Fórum sobre a Ideologia de Gênero


O Instituto Plinio Corrêa de Oliveira promoveu, em São Paulo, um importante Fórum de debate contra a implantação da Ideologia de Gênero nas escolas públicas de ensino fundamental.

No dia 6 de agosto último, o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira promoveu, no Club Homs, em São Paulo, um importante Fórum de debate contra a implantação da Ideologia de Gênero nas escolas públicas de ensino fundamental do Brasil.
Segue abaixo a íntegra da conferência proferida pela Drª. Isabella Mantovani e pela Profª. Fernanda Takitani.


quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Novelas, “gênero” e uma encíclica

 
 
Um fato sintomático! Novelas televisivas vêm impondo ao público brasileiro a aceitação de um nível de moralidade baixíssimo. As situações mais degradantes do ponto de vista da moral são apresentadas com “naturalidade”, como se fossem normais. As novelas se apresentam, assim, como o carro-chefe da imoralidade ambiente.
Mas quando a dose de veneno é forte demais, e vai além daquilo que o paciente consegue absorver, de duas uma: ou a vítima engole a peçonha e morre, ou a repudia e com isso fica mais arredia ao veneno, além de pôr a nu a indústria de perversão que o difunde.
O segundo caso foi o que se deu com a tentativa de impor ao público brasileiro os horrores moralmente deteriorantes da novela “Babilônia”, um ambiente onde o lesbianismo, a transexualidade e os traficantes proliferam. A reação do público foi forte. A audição da novela caiu vertiginosamente. Foi a novela da Globo menos assistida da história no horário.
E o diretor-geral da Rede Globo, Carlos Henrique Schroder, perguntado pela jornalista Lígia Mesquita “estão pisando em ovos após ‘Babilônia?’”, respondeu: “Conversamos muito internamente sobre isso. O País é mais conservador do que você imagina” (“Folha de S. Paulo”, 27-6 e 20-7-2015).
Essa nota conservadora, que vem se afirmando cada vez mais no panorama nacional (e não só nele!), está provocando o desespero em certas cúpulas da esquerda que imaginavam poder conduzir o País para os sucessivos abismos da corrupção moral. Alguém moralmente corrompido é uma pessoa entregue, que não tem forças para se opor aos desmandos ideológicos ou políticos, seja do comunismo ou do socialismo em suas diversas formas e cores, seja ainda do ecologismo panteísta.
O caso da novela “Babilônia” levou a jornalista Cristina Padiglione a comentar: “Diante de tendências conservadoras e de uma polarização de comportamentos, ideologias e religiões, é de se perguntar como um canal de TV, que sempre foi bem-sucedido em agradar o gosto médio da massa, tem agido na escolha de sua programação” (“O Estado de S. Paulo”, 27-6-15).
Mas o conservadorismo em ascensão não se limita a desdenhar uma novela fortemente imoral, ele tem manifestações pluriformes.
Os jovens do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira que foram à Câmara de Vereadores de São Paulo pleitear a retirada do Plano Municipal de Educação das expressões “gênero”, “teoria de gênero” e outras que tais, contaram-me que os representantes pró-família estavam em número bem maior e eram mais atuantes do que aqueles recrutados pelos movimentos homossexuais e feministas. Os vereadores tiveram o bom senso de retirar as indigitadas expressões.
Isso não se deu apenas em São Paulo. Pelo Brasil afora, pressões do eleitorado conservador levaram numerosas Câmaras Municipais a rejeitar as ingerências do Ministério da Educação no sentido de obrigar as escolas a ensinar tais teorias abstrusas. O plano maquiavélico do Ministério consistia em fazer aprovar seu nefando desiderato pelas Câmaras Municipais, depois de ter sido ele derrotado na Câmara dos Deputados, em Brasília. Mas o conservadorismo foi mais forte, ao menos em grande número de importantes municípios.
Não vamos analisar aqui as manifestações de conservadorismo no intrincado campo político, pois isso nos levaria muito longe; e ademais, tais manifestações são de conhecimento geral. O PT que o diga.
Lembramos apenas os insucessos de diversos governos que, propelidos por bispos e padres da esquerda católica, tentaram impor ao Brasil uma Reforma Agrária radical que o levasse rapidamente às portas do comunismo.
Por fim, uma palavra sobre as resistências conservadoras ao ecologismo alarmista e sem base científica. Muito contestado e à míngua de provas para suas afirmações mirabolantes, ele procura utilizar para seus objetivos a recente e perplexitante encíclica do Papa Francisco, tendente a um ecologismo radical. Sem muito resultado, diga-se de passagem.

quarta-feira, 1 de julho de 2015

O Tratado da Verdadeira Devoção a Nossa Senhora comentários de Plinio Corrêa de Oliveira 1



São Luís Maria Grignion de Montfort
São Luís Maria Grignion de Montfort


I - Introdução


Descoberto em meados do século XIX, o“Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, de São Luís Maria Grignion de Montfort, exerceu e exerce ainda poderosa influência nos meios católicos.


Julgamos, por isso, que interessará aos que se empenham na defesa das tradições da civilização ocidental, o conhecimento desta obra. Esta a razão porque difundimos os comentários que a respeito dela fez o Prof. Plinio.

Uma vez que são inapreciáveis esses comentários referentes ao livro marial por excelência, formulamos nossos votos de que os leitores possam tirar alto benefício desse substancioso material para estudo e reflexão.

Apresentação


Estas conferências foram pronunciadas em 1951 para futuros sócios-fundadores da TFP brasileira, precisamente aqueles que se reuniam então no n° 665 da Rua Martim Francisco, em São Paulo.

Circulou, desde essa época, um fascículo mimeografado contendo a anotação dessas conferências. Sob vários aspectos, o texto que ora se publica completa em muito o contido naquele fascículo, pelas seguintes razões:

1) quase uma quarta parte da presente matéria é inédita, isto é, por motivos circunstanciais não consta do fascículo mimeografado a que aludimos acima.

2) O texto antigo não foi objeto da indispensável adaptação da linguagem falada para a escrita.

O que ora difundimos foi cuidadosamonte adaptado por uma equipe experimentada, que teve o especialíssimo cuidado de não ultrapassar, na revisão, o âmbito da tarefa que lhe foi confiada, não fazendo modificações supérfluas.

* * *

Não nos será difícil atribuir uma grande importância a esse trabalho, de alimentarmos em nós o desejo ardente de que a devoção a Nossa Senhora esteja sempre no foco mais central de nossa atenção; de que nossas almas cheguem um dia a respirar Nossa Senhora como nossos corpos respiram o ar; de que, como disse o Prof. Plinio, esta devoção seja de longe a maior de nossas virtudes, à maneira de hélice que precede o avião, arrastando-o atrás de si.

Notas

1. Os títulos aqui utilizados inteiramente com letras maiúsculas, pertencem à edição-tipo do “Tratado da verdadeira Devoção”.

2. A abreviatura “top.” refere-se aos tópicos do “Tratado da Verdadeira Devoção”. Esse sistema de números progressivos, correspondentes à sucessão das idéias, consta não só das edições em língua portuguesa, mas também da edição-tipo francesa.

3. Os “Comentários” intencionalmente não abrangem todos os tópicos do “Tratado da Verdadeira Devoção”. Muitas passagens foram analisadas de maneira geral; outras não foram comentadas ou por não apresentarem particular necessidade, ou por pertencerem ao patrimônio de conhecimentos mariológicos correntes. Pois há muitas passagens no livro de São Luis Maria Grignion de Montfort que dispensam explicações, como, por exemplo, o modo pelo qual se deve rezar a Consagração (Cap. VIII), as novenas e as orações que a devem preceder.

4. É muito conveniente, necessário mesmo, ter em mãos o “Tratado da Verdadeira Devoção a Santíssima Virgem”, para ir com ele acompanhando, pari passu, estes comentários.

Nossa Senhora, Sede da Sabedoria (Sedes Sapientiae).
Nossa Senhora, Sede da Sabedoria (Sedes Sapientiae).

Introdução


No “Tratado da Verdadeira Devoção” interessam-nos alguns aspectos principais, que convém destacar no início de nossos comentários.

Em primeiro lugar, podemos notar o aspecto estritamente teológico da obra, na qual São Luís Maria Grignion de Montfort analisa a devoção a Nossa Senhora, os meios de A honrarmos, de Lhe darmos graças pelos benefícios recebidos, etc.

Em segundo lugar, podemos destacar o papel de Nossa Senhora na luta contra o demônio e os inimigos da Igreja. São Luís Grignion adota e enriquece a idéia, já exposta por Santo Agostinho e desenvolvida posteriormente por Mons. Henri Delassus, sobre a existência de uma luta entre duas cidades - a Cidade de Deus e a cidade do demônio - como sendo o âmago de toda a História.

Em seguida apresenta o papel de Nossa Senhora na Cidade de Deus.

No que se refere ao papel da Virgem Santíssima na luta contra os agentes da Revolução, ele não fala explicitamente nem uma só vez. No entanto, toda a teologia dessa luta encontra suas raízes no livro de São Luís Grignion.

Ora, é muito importante acentuar tudo isto, por ser este livro uma garantia de que seguindo estas idéias permanecemos unidos ao espírito e à doutrina da Igreja.

Em terceiro lugar, interessa-nos a obra a título histórico. Como sabemos, São Luís Grignion viveu no tempo de Luís XIV, que, sob certos aspectos, representa um ápice da História, a partir do qual a Humanidade não fez outra coisa senão descer.

Ele faz uma descrição da sociedade do seu tempo, na qual se vêem já ferver os germens da Revolução Francesa.

Vemos então um grande santo, que foi ao mesmo tempo um grande contra-revolucionário, apontando, já naquela época, a existência da mesma Revolução que então se formava nas entranhas da sociedade francesa.

O nexo entre São Luís Grignion e a Revolução é, aliás, muito interessante. Ele foi vítima de uma oposição irredutível dos bispos jansenistas franceses.

De excomunhão em excomunhão, de suspensão de ordens em suspensão de ordens, acabou reduzido a pregar apenas em duas dioceses da França.

São Luís Grignon redigindo o Tratado St. Laurent-sur-Sèvre, França.
São Luís Grignon redigindo o Tratado
St. Laurent-sur-Sèvre, França.
Essas dioceses foram justamente aquelas em que mais tarde não penetraria a Revolução Francesa; em que o povo lutaria ao lado do clero contra os insurretos; em que os católicos marchariam de encontro às hostes revolucionárias ao cântico de hinos religiosos, que seus antepassados tinham ouvido de São Luís Grignion.

Pode-se assim delinear no mapa da França: a parte vacinada contra a Revolução foi a região por ele evangelizada; na zona dominada pelos jansenistas, que resistira à sua evangelização, a Revolução teve livre curso.

Por último, interessa-nos o “Tratado da Verdadeira Devoção” pelo aspecto profético que o santo lhe imprimiu.

São Luís Grignion é profeta no sentido restrito que esta palavra tem depois de encerrada a Revelação oficial, isto é, as suas profecias não são oficiais e obrigatórias como as da Escritura.

Mas sem dúvida ele é dotado por Deus do carisma da profecia, e isto se percebe pela leitura de seu livro.

Ele profetiza acontecimentos que fazem antever a Revolução Francesa e a crise de nossos dias, e afirma também com antecipação a imensa vitória da Igreja Católica através de uma nova era do mundo, que será uma era marial.

São Luís Maria Grignion de Montfort previu um reino de Maria que virá, e este reino será a plenitude do reino de Cristo.

Entretanto, São Luís Grignion não escreveu quatro tratados sobre estas quatro matérias, mas um só.

E os tópicos referentes a estes quatro aspectos não aparecem na ordem em que os mencionamos, mas estão dispersos pela obra. Na medida das possibilidades, explicaremos segundo estes quatro critérios cada capítulo que formos comentando.