A juventude não foi feita para o prazer, mas sim para o heroísmo!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Intolerância do Ativismo Homossexual contra Jovens do IPCO

Grupo Homossexual agride jovens católicos em campanha pacífica e ordeira contra o aborto e a Ditadura Homossexual.

Veja o que o Intolerância da Ditadura Homossexual é capaz...

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Movimento homossexual agride fisicamente os jovens católicos

 

Daniel F. S. Martins
A Cruzada pela Família, promovida pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira, está percorrendo o Brasil fazendo uma campanha ordeira e pacífica contra as leis de aborto e contra a agenda do movimento homossexual, como o kit homossexual nas escolas, a lei de homofobia, etc.
Em Curitiba, 14/01/2013, o movimento homossexual, que se jacta de pregar a tolerância, mostrou mais uma vez sua verdadeira face: intolerante, violenta e ditatorial. Assista ao vídeo abaixo e veja até que ponto vai a “tolerância” e o “amor” que pregam. Depois de assistir, compartilhe com seus amigos, comente e faça sua parte para que o Brasil não caia nessa ditadura homossexual.

 


Fonte: IPCO.

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Um Santo Natal e um Próspero Ano Novo!


Prezados Amigos da Ação Jovem,

Salve Maria!
 
A propósito das inúmeras graças que dimanam do Santo Natal, peçamos ao Divino Menino Jesus e a Imaculada Conceição, bem como a São José a graça de sermos aquilo que Deus quer de cada um de nós, nesta vale de lagrimas!

Diante de, o Diviníssimo olhar do Menino Deus no presépio, poderíamos dizer:

“Senhor, não sou digno que olheis para mim, mas dai-me um olhar, consenti em imergir o vosso olhar no meu, e minha alma será salva.” (Plinio Corrêa de Oliveira).

         Um Santo Natal e um Próspero Ano Novo!

Estes são os meus votos da Ação Jovem pela Terra de Santa Cruz.

 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

4º Acampamento em Itapecerica da Serra da Ação Jovem



 
Ricardo Toledo
               A Ação Jovem pela Terra de Santa Cruz promoveu entre os dias 15 e 18 de novembro, em Itapecerica da Serra-SP, mais um acampamento para a formação da juventude.

Jovens provenientes dos estados de SP, MG, RJ, e PR reuniram-se durante estes três dias para participar das intensas atividades combinando reuniões de estudos, orações e lazer.

Cada dia começava com um despertar sob sons de apito e gaita de foles; os jovens dirigiam-se ao pátio a fim de se formarem em fila para a contagem. Logo em seguida, recitava-se as orações da manhã, e após  todos estarem prontos, rezava-se um terço em conjunto.

Um cortejo então se formava, cantando músicas em louvor a Nossa Senhora, e se se dirigia para o café da manhã, ocasião de muitas conversas de diversos temas relacionadas às reuniões de estudos dos dias anteriores.

As reuniões de estudos aconteciam logo após o café da manhã e preenchiam o período da manhã de cada dia. O leitmotiv foi “Piedade e Combatividade: dois aspectos imprescindíveis do verdadeiro católico”. Alguns dos temas foram: Vida de Madre Maria de Jesus Torres e as revelações de Nossa Senhora do Bom Sucesso; origem e milagres da Medalha Milagrosa; a resistência católica no cerco de Alcázar de Toledo; origem, poder e eficácia do Santo Rosário; Simon de Montfort e a Cruzada contra os albigenses; História do quadro de Nossa Senhora do Bom Conselho; o método de luta e de apostolado de Plinio Corrêa de Oliveira, intrépido lutador católico.

A tarde era reservada para diversos tipos de jogos. Os mais esperados eram o jogo de paintball e jogos medievais (competição entre equipes onde há diversas provas físicas como arremesso de lança, corrida de obstáculos, entre outros).

Em uma das noites, foi montada uma enorme fogueira, e ao longo da noite os jovens se revezavam em vigília que durou toda a madrugada, entre orações, contos, sempre mantendo acesa a fogueira.
Contando com substanciosas refeições, no sábado foi servido um saboroso churrasco e a noite um inesquecível jantar medieval sendo o menu, filé mignon suíno em pequenas rodelas coberto com bacon , servida com batatas ao molho de mostarda e mel, que saboroso! Para “fechar com chave de ouro”, houve uma deliciosa feijoada no almoço de domingo dia 18.
 
Todos saíram com ânimos acrescido e vontade revigorada para se manterem fiéis a Nossa Senhora e à doutrina católica, nestes dias tão conturbados, sobretudo para a juventude. Demonstraram seu desejo de voltar no próximo acampamento e trazer novos jovens para mais alguns dias de reuniões de estudo, jogos e oração.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Suspendam imediatamente a blasfêmia contra a Virgem Maria.PROTESTE!

É fato: os mulçumanos não admitem a mínima ofensa a Maomé e reagem imediatamente, até com (inaceitável) violência. Mas os católicos pouco se importam com as blasfêmias cometidas contra Nossa Senhora. Apelo às autoridades religiosas omissas.


Você talvez já recebeu um cartão de Natal ou um santinho com a bela imagem acima.

Trata-se de uma das mais reputadas obras de arte do Beato Angélico, a Anunciação do anjo São Gabriel a Nossa Senhora.

Cena augustíssima entre todas, da vida de Jesus, porque nesse mesmo instante em que Maria respondeu “Eis a escrava do Senhor, faça-se em mim segundo tua palavra”, o Verbo de Deus se fez carne e habitou entre nós.

O talento e a santidade de Fra Angelico souberam dar à cena toda a sua sacralidade, de molde a despertar veneração nos milhões de fiéis que a tem visto e a guardam na memória, por exemplo ao rezar o primeiro mistério gozoso do rosário.

Imagine que um tarado obcecado por pornografia deturpasse a cena e, preservando exatamente o fundo de quadro (para trazer de volta à sua imaginação a pintura original), substituísse Nossa Senhora por uma mulher meio descabelada e inteiramente nua. E o anjo por outra mulher com asas, ela também inteiramente nua.

Você não sentiria essa adulteração como uma imensa agressão psicológica à suas convicções e à sua devoção por Nossa Senhora e por Nosso Senhor Jesus Cristo nesse instante supremo da Encarnação?

E não ficaria ainda mais horrorizado(a) se soubesse que essa agressão contra sua sensiblidade religiosa está sendo exibida nada menos do que na prestigiosa National Gallery de Londres, na Inglaterra?

Ela faz parte das obras do falecido artista Richard Hamilton (1922-2011) e está incluída numa exibição póstuma, concebida pelo próprio autor, que inclui outros quadros com cenas lúbricas de nú total dessas mesmas mulheres.

Consideramos este quadro e essa exposição uma blasfêmia contra a honra da Mãe de Deus e de seu Filho e uma agressão brutal à consciência de todo católico.

Porém, que tenhamos conhecimento, NINGUÉM está fazendo qualquer declaração ou tomando atitudes – pacíficas, é claro – contra essa exposição.

Se você souber de algum padre, de algum bispo, ou cardeal que tenha se manifestado, por favor nos informe. Nós vamos cumprimentá-lo por isso.

Em contrapartida, há algumas semanas, inúmeras personalidades do clero e do mundo católico tomaram a defesa do Islã contra uma obra que os muçulmanos consideraram ofensiva para eles.

Vamos explicar melhor…

Foi postado na Internet a sinopse de um filme que conta a vida de Maomé de uma maneira que os muçulmanos acharam blasfema. Os seguidores do islamismo não aceitaram tal zombaria e unidos, protestaram pelo mundo árabe, inclusive de forma violenta (até um grupo extremista aproveitou-se dos distúrbios para assassinar o embaixador americano na Líbia).

Muitas autoridades religiosas católicas uniram-se à condenação do filme acusando-o de ser o responsável dessa violência, alguns até apoiando uma ação legal internacional contra os seus autores (veja aqui um exemplo).

Contrariamente ao Corão, o Evangelho não prega a violência. Mas há meios eficazes de reagir sem violência, que um católico pode empregar. É portanto incompreensível que uma ofensa gravíssima contra Àquela que é a Mãe de Deus, o Vaso de Pureza, não ocasione um protesto veemente dos católicos, especialmente das autoridades.

E cada um de nós, como devoto de Nossa Senhora? Será que amamos verdadeiramente a Mãe de Deus a ponto de defendê-La contra uma blasfêmia como o que expomos acima?

Trazendo a cena para o dia a dia:

- Você aceitaria que fizessem uma caricatura de sua mãe, irmã, esposa onde ela estivesse totalmente exposta, nua?

Imagino que você ficaria indignado(a) e faria de tudo para retirar tal caricatura da vista do mundo.

Então, façamos o mesmo por nossa Mãe do Céu.

Veja o que você pode fazer para parar a exibição dessa blasfêmia:

* Faça manifestações e protestos pacíficos. Os católicos são cidadãos ordeiros, respeitosos do Estado de Direito e que não fazem justiça pelas próprias mãos;

* Mostre esta notícia para o Padre da Paróquia que você frequenta. E peça a ele que mostre ao Bispo com quem tem contato;

* Envie uma mensagem à National Gallery, onde o quadro está sendo exposto, pelo e-mail: information@ng-london.org.uk

Sugestão de texto:
Assunto: Suspendam imediatamente a blasfêmia contra a Virgem Maria.
Texto:
Senhores,
Sou do Brasil e venho através deste e-mail fazer meu ato de protesto contra a infame exposição “The Late Works”, de Richard Hamilton. A razão de meu protesto é a inclusão de um quadro que deturpa a cena da Anunciação, zombando dos meus sentimentos religiosos cristãos.
Isso é inadmissível não apenas para os católicos brasileiros, como para qualquer país que nasceu das raízes cristãs, como a Inglaterra.
Exijo que sejam tomadas providências imediatas para que tal blasfêmia seja removida da exposição e farei de tudo para multiplicar este protesto por toda a Internet.
Atenciosamente,
Seu nome

* Se você tiver algum contato no Vaticano, envie este post para que leiam e façam alguma coisa;

* Caso você tenha um blog ou site, publique esta notícia e faça seu ato de protesto;

* Compartilhe este post nas redes sociais e peça que os verdadeiros católicos se manifestem contra este ato radical de cristianofobia.

Esta blasfêmia não pode ficar sem protesto.

Ou não somos filhos de Maria Santíssima…

Como você vê há várias formas de protestar que não requerem um grande esforço.
VOCÊ PODE FAZER A MAIORIA DELAS SENTADO EM FRENTE AO SEU COMPUTADOR.

Demonstre que você ama Nossa Senhora. Defenda-A destes insultos. O mundo precisa ver que não somos católicos apenas da boca pra fora, nós amamos a Igreja e a defendemos – pacificamente – de todo e qualquer ataque.

(Não publicamos aqui a foto da blasfêmia, pois não estaria de acordo com o que a moral, o pudor e o respeito à Nossa Senhora exigem. Limitamo-nos apenas a descrevê-la e dar as informações que permitem a qualquer um encontrar o original na Internet, coisa que, entretanto, não recomendamos).

Fonte: Devotos de Fatima

segunda-feira, 8 de outubro de 2012

Livro à venda no Brasil: "O Concílio Vaticano II - Uma história nunca escrita"


Sucesso de vendas na Europa, este livro nos ajuda a compreender não só os acontecimentos de ontem, mas também os problemas religiosos na Igreja de Hoje.



Conheça o autor:

Roberto de Mattei nasceu em Roma, em 1948. Formou-se em Ciências Políticas na Universidade La Sapienza. Atualmente é professor de História da Igreja e do Cristianismo na Universidade Europeia de Roma, no seu departamento de Ciências Históricas, de que é o diretor.

Até 2011, foi vice-presidente do Conselho Nacional de Investigação da Itália, e entre 2002 e 2006, foi conselheiro do governo italiano para questões internacionais.
Roberto de Mattei
Em 2008, foi agraciado pelo Papa com a comenda da Ordem de São Gregório Magno, em reconhecimento pelos relevantes serviços prestados à Igreja. É membro dos Conselhos Diretivos do Instituto Histórico Italiano para Idade Moderna e Contemporânea e da Sociedade Geográfica Italiana. É presidente da Fundação Lepanto, com sede em Roma, dirige as revistas Radici Cristiane e Nova Historica e colabora com o Pontifício Comité de Ciências Históricas.

Com este livro, o autor recebeu o Prêmio Acqui Storia 2011 e foi finalista do Prêmio Pen Club Itália 2011.O Concílio Vaticano II - Uma história nunca escrita.

Autor: Roberto de Mattei
Tamanho: 16cm x 23cm x 3,3cm (CxAxL)
Paginas: 544

Editora: Caminhos Romanos - Porto

Fonte: Blog Conservador, setembro 2012.
  

domingo, 7 de outubro de 2012

O celibato eclesiástico vem da ligação sobrenatural do Sacerdote católico com Cristo, o Sumo-Sacerdote


Luiz Sérgio Solimeo

Em épocas de crise, sempre surgem pretensos reformadores com soluções “geniais”, que não consistem em outra coisa senão em demolir as mais veneráveis tradições da Igreja.
Um dos alvos mais constantes desses pretensos reformadores tem sido o celibato eclesiástico, uma das glórias da Igreja latina.
Abandono do celibato e divórcio
É curioso que, juntamente com a abolição do celibato clerical, vem o abandono da indussolubilidade do matrimônio. E compreende-se: julgando-se impossível a guarda da castidade, não é só a continência celibatária que cai por terra, mas também a castidade conjugal, a fidelidade no matrimônio.
Historicamente vemos que foi o que se deu com os cismáticos orientais, os protestantes, anglicanos, etc. A abolição total ou parcial do celibato clerical veio conjuntamente, ou foi precedida, da permissão para o divórcio.
Os atuais escândalos sexuais, tão noticiados pela mídia, têm servido de pretexto para um recrudescimento da campanha contra o celibato eclesiástico. Setores da mídia, organizações de padres-casados, de católicos liberais, vem insistido no assunto.
Além dos argumentos pseudo-científicos que visariam provar a impossibilidade da guarda da castidade, está sendo muito difundido o argumento de que o celibato é uma disposição puramente disciplinar, introduzido tardiamente na legislação da Igreja e que pode ser abolido sem maiores problemas. Ou, ao menos pode ser tornado optativo, com sacerdotes casados ou célibes, conforme decisão pessoal.
Na verdade, inúmeros estudos, muitos deles recentes que desmentem por completo esse argumento pretensamente histórico-canônico.[1]
Prática da continência na Igreja primitiva
Esses estudos, com base em sólida documentação e irrepreensível documentação mostram que, embora não se possa falar em celibato no sentido estrito da palavra – isto é pessoa que nunca se casou –, é certo que desde os tempos apostólicos a Igreja teve como norma que aqueles que eram elevados ao Sacerdócio e ao Episcopado (como também os Diáconos) deviam guardar a continência. Caso fossem casados, o que era muito comum nos inícios da Igreja eles deviam, com o consentimento das esposas cessar a vida conjugal e inclusive de habitar sob o mesmo teto.
Vamos seguir aqui mais diretamente o breve, mas denso estudo do Cardeal Alfons Stikler, pela sua autoridade de historiador do Direito Canônico e antigo bibliotecário da Santa Igreja.
Segundo explica ele, a Igreja dos tempos apostólicos e a Igreja primitiva não exigiam que uma pessoa fosse solteira ou viuva para ser ordenada sacerdote ou designada bispo.
Tendo em vista que grande número dos cristãos era composta de convertidos, às vezes na idade adulta ( o caso de Santo Agostinho, convertido aos 30 anos, é típico), era comum que um casado fosse ordenado sacerdote e feito bispo. Mas, como se lê nas Epístolas de São Paulo a Tito e a Timóteo, o Bispo devia ser “homem de uma só mulher”,[2] no sentido de ter sido casado uma só vez.
Com efeito, julgava-se que uma pessoa que, tendo ficado viuva, tinha casado de novo, dificilmente teria força suficiente para cessar as relações conjugais e a convivência sob o mesmo teto. É evidente, salienta o Card. Stikler, que, dado o caráter de mútua entrega do matimônio, tal separação só podia efetivar-se com inteiro acordo da esposa, a qual, por sua vez, se comprometia a viver na castidade em uma comunidade feminina.
A confirmação pelos Evangelhos
Em relação aos Apóstolos, só de São Pedro sabemos com certeza que fosse casado, pois sua sogra é mencionada nos Evangelhos.[3] Mas é possível que outros também o fossem. Mas temos a indicação clara de que eles abandonaram, inclusive a família, para seguir a Cristo.
Assim, lemos nos Evangelhos que quando São Pedro peguntou a Nosso Senhor, “Vê, nós abandonamos tudo e te seguimos.”Jesus respondeu: Em verdade vos declaro: ninguém há que tenha abandonado, por amor do Reino de Deus, sua casa, sua mulher, seus irmãos, seus pais ou seus filhos, que não receba muito mais neste mundo e no mundo vindouro a vida eterna.[4] Não caberia neste artigo acompanhar toda a história do celibato, conforme a ampla documentação citada pelo Card. Stikler. Resumidamente, apresentamos alguns dados mais salientes.
Já o Concílio de Elvira, na Espanha (310 A.D), no Cânon 33, ao tratar da continência sacerdotal, apresenta o celibato como uma norma que deve ser mantida e observada e não como uma inovação. E o fato de não ter havido nem revolta nem surpresa mostra que essa era a realidade.
O mesmo se dá no Concílio da Igreja da África, por volta de 390 e sobretudo no Concílio de Cartago, também no norte da África, (ano 419), do qual participou nada menos do que Santo Agostino. Esses Concílios lembram a práxis eclesiástica da obrigação do celibato, afirmando que tal praxe é de tradição apostólica.
Celibato não foi introduzido na Idade Média
O Papa Siricius, respondendo em 385 a uma consulta específica sobre a continência clerical, afirma que os Bispos e padres que continuam suas relações conjugais após sua ordenação vão contra uma irrevogável lei que os liga à continência e que vem desde os começos da Igreja.
Vários outros Papas e Concílios regionais, em especial na Gália, continuaram a lembrar a tradição do celibato e a punir os abusos.
Na luta que São Gregório VII travou no século XI contra a intervenção do Imperador do Sacro Império em assuntos eclesiásticos, conhecido como a querela das investiduras, ele teve que combater a simonia — a compra dos cargos eclesiásticos –, e o nicolaísmo – heresia que prega, entre outras coisas, o casamento clerical.
Não foi esse Santo, como alegam muitos ou o Segundo Concílio de Latrão (1139) que “introduziriram” a lei do celibato na Igreja; eles apenas confirmaram a vigência de uma disposição que vinha desde o início da Igreja, e tomaram disposições para manter a sua observância. Esse concílio lateranense não somente confirmou a lei da continência, mas declarou nulo o casamento tentado por sacerdotes e diáconos ou por aqueles ligados por votos solenes de Religião.
Erros e falsificações
O principal argumento daqueles que negam a tradição apostólica da continência clerical é que, durante o Primeiro Concílio de Nicéia, em 325, um Bispo e Ermitão famoso, Paphnutius, do Egito, teria se levantado, em nome da tradição, para dissuadir os Padres Conciliares, de impôr a continência clerical. Diante de tal intervenção, o Concílio teria se negado a impôr tal continência.
Ora, argumenta o Cardeal, o historiador desse Concílio, que esteve presente nele, Eusébio de Cesarea, não faz referência a esse fato, o qual, a ter existido, teria chamado sua atenção. A menção a Paphnutius só aparece quase um século depois, na pena de dois escritores bizantinos, Socrates e Sozomen, sendo que o primeiro dá como fonte uma conversa que teve quando jovem com um velho que teria participado daquele Concílio. No entanto, tal afirmação é muito questionável, pois Socrates nasceu por volta de 380, ou seja, mais de cincoenta anos após o Concílio, o que faz com que sua pretensa fonte fosse ao menos septuagenária quando ele nasceu, e praticamente nonagenária quando ele fosse um rapaz.
A história da intervenção de Paphnutius sempre foi tida em suspeição, inclusive porque seu nome não consta da lista de Padres vindos do Egito para o Concílio de Nicéia, como atesta Valesius, editor das obras de Socrates e Sozomen na Patrologia Grega de Migne.
Mas, o argumento decisivo, segundo o Card. Stikler, é o de que os próprios gregos não apresentaram o testemunho de Paphnutius para justificar sua ruptura com a tradição da continência clerical. Quando, no segundo Concílio de Trullo (691), por pressão do Imperador, permitiram o uso do matrimônio para os clérigos (não para os Bispos) — contrariando a tradição tanto do Oriente como do Ocidente – foram buscar no Concílio de Cartago, acima citado, uma possível justificação. Mas, posto que esse Concílio era claro na defesa da tradição apostólica da continência, foi necessário falsificar seus decretos, como é reconhecido, hoje em dia, pelos próprios historiadores cismáticos.
O Card. Stikler lamenta que historiadores do peso de Funk, no fim do século XIX, tenha aceitado como válida a história de Paphnutius, quando, em sua época, a crítica histórica já havia rejeitado sua veracidade. O francês Vacandard, através do prestigioso Dictionnaire de Théologie Catholique, foi um dos responsáveis pela divulgação desse erro.
União com Cristo Sacerdote
Conforme argumenta o Card. Stikler, a razão do celibato eclesiástico não é funcional. Ao contrário do Antigo Testamento, em que o Sacerdócio era apenas uma função temporária, recebida por via hereditária, o Sacerdócio do Novo Testamento é uma vocação, um chamado que transforma a pessoa e o confisca por inteiro. Ele é um santificador, um mediador.
Mais do que tudo, o Sacerdócio do Novo Testamento é uma particpação no Sacerdócio de Nosso Senhor Jesus Cristo, o Sumo Sacerdote. E, portanto, o Padre tem uma ligação misteriosa e especial com Cristo, em cujo nome e por cujo poder ele oferece o sacrifício incruento (in persona Christi). Portanto, é dessa ligação sobrenatural com o Salvador que vem a razão mais profunda do celibato sacerdotal.
O que existe hoje, aponta o Cardeal, é uma crise de identidade no clero, da qual decorre a crise do celibato. É preciso restaurar a verdadeira identidade do sacerdote, para que ele compreenda as razões profundas de seu celibato e, portanto, de sua vocação.
Esperemos que, com a ajuda da graça, se restaure, o quanto antes, a verdadeira identida do sacerdote católico, para que cessem todos os desatinos do momento presente.
De nada serviria aos padres-casados e aos simpatizantes voltar às origens da Igreja… Essas origens não permitiriam que eles coabitassem com suas esposas e praticassem o ministério sacerdotal.



[1] Cf. Pe. Christian Cochini, S.J, Apostolic Origins of Priestly Celibacy,(Ignatius, San Francisco, 1990); Cardeal Alfons Maria Stickler, The Case for Clerical Celibacy, (Ignatius, San Francisco, 1995); e o Pe. Stefan Heid, Celibacy in the Early Church, (Ignatius, San Francisco, 2000).
[2] I Timótio 3:2; 3:12; Tito 1:6.
[3]S. Mateus, 8:14: S. Marcos, 1:29; S. Luccas, 4:38.
[4] S. Lucas, 28:31; Cf. S. Mateus 19:27-30: S. Marcos 10:20-21. 

Fonte: IPCO, setembro de 2012.