A juventude não foi feita para o prazer, mas sim para o heroísmo!

terça-feira, 16 de abril de 2013

Um assassino em série mata com tesoura 100 recém-nascidos, mas a mídia se cala… é um médico abortista


O julgamento começou, mas a mídia americana não informa. Os depoimentos são estremecedores.
Segundo a polícia, a clínica era um matadouro


Clinica de aborto do Dr. Kermit Gosnell.
Javier Lozano/ReL1
(Tradução Helio Viana
)
O establishment e a cultura do politicamente correto penetrou em todos os âmbitos da sociedade. Por isso, boa parte dos meios de comunicação não publica diretamente nada que questione o aborto e suas consequências, nem sequer seus métodos, embora estes impliquem um exagerado número de mortes. Se o aspecto moral não lhes importa, que pelo menos o lhes importasse o legal. Mas tampouco.

Esta cultura da morte que se revelou no “caso Morín”2 da Espanha, chegou também aos EUA, onde produziu um completo apagão informativo quanto ao que deveria constituit um dos julgamentos mais importantes da história daquele país.
Cravava as tesouras nos bebes
Trata-se de Kermit Gosnell, um autêntico assassino em série, acusado de ter praticado mais de cem assassinatos, aos quais deveriam somar-se os milhares que realizou meio do aborto durante mais de 30 anos. Eis a acusação formal da Promotoria: “os bebês nasceram viáveis e Gosnell os matou, depois de lhes cravar tesouras na medula espinhal. Ele ensinou seus auxiliares a fazerem o mesmo”.
Para resumir, Gosnell matava as crianças nascidas cortando-lhes com uma tesoura a medula espinhal, além de sedar várias mulheres para matar seus filhos. A isso seria preciso aduzir a má prática que teria levado à morte de uma mãe e a por em risco a vida de muitas mais.
Silêncio total da mídia
Enquanto os meios de comunicação de todo o mundo dedicam grandes espaços em suas emissões televisivas ou das páginas dos jornais a assassinos em série ou a acontecimentos envolvendo crianças, neste assunto eles optaram pelo silêncio. Um americano não saberá dizer quem é Kermit Gosnell, uma vez que os grandes meios de comunicação nada informaram sobre o julgamento. Em outros casos similares, cujos assassinos em série estavam em pleno julgamento, as manchetes entravam em ebulição, as notícias afloravam e os perfis dos assassinos eram mais do que conhecidos. Os meios faziam uma festa. Mas, neste caso, não. Por quê? Basicamente porque são vítimas do aborto e de seus médicos ladrões.
O Dr. Kermit Gosnell foi preso em Filadelfia em 2011 acusado inicialmente do assassinato de sete recém-nascidos e de uma jovem mãe. Pouco depois as provas foram mais além, podendo as vítimas mortais chegar a uma centena, assassinadas depois de nascidas e cujos restos foram encontrados espalhados por vários pontos da clínica como se esta fosse um matadouro.
Diante do silêncio generalizado sobre o caso, pequenos meios de comunicação e alguns políticos pró-vida estão tantando deitar luz e honrar a verdade dando a conhecer os detalhes do julgamento e os depoimentos que ratificam o assassinato de até cem pessoas.
A clínica, um matadouro humano
Segundo o relato, a Polícia achou numerosos restos de bebes na clínica. Pés de crianças cortados e corpos inteiros eram guardados em caixas e congeladores no porão. Ademais, as medulas espinhais tinham sido cortadas. Um autêntico matadouro.
O julgamento começou tratando do assassinato de sete crianças nascidas e de uma mãe que abortou. No entanto, o depoimento das testemunhas, entre as quais se encontram funcionários, falam de um total de cem crianças assassinadas fora do útero ao longo de 30 anos. Ou seja, cifras que colocariam o Dr. Gosnell como um dos assassinos em série mais sanguinários dos Estados Unidos.

É tal o silêncio da grande mídia como NBC, CBS ou CNN, e inclusive das agências de notícias, que os telespectadores escreveram aos referidos meios pedindo explicações do por que deram “cobertura zero” ao julgamento contra Gosnell.
“Todo manchado de sangue”
Por exemplo, o republicano Scott Perry, do estado de Pennsylvania, criticou o presidente Barack Obama por ignorar totalmente o processo judicial em que se julga a um acusado de “realizar abortos tardios e matar uma mulher”. Critica-se que o presidente dos EUA chorar pelas vítimas de Sandy Hook3 e ignorar os assassinatos em série de Gosnell.
Por tudo isso, os terríveis depoimentos que estão sendo ouvidos no julgamento tampouco estão tendo transcendência. De fato, o Escritório do Promotor do Distrito de Filadelfia afirma que “nasceram bebes viáveis e Gosnell os matou cravando-lhes as tesouras em suas medulas espinhais. Ele ensinou seus auxiliares a fazerem o mesmo”.
Enquanto isso, acumulava partes e corpos inteiros no interior de sua clínica. Pode-se ouvir nas declarações: “os móveis e os cobertores estavam manchadas de sangue. Os instrumentos não haviam sido esterilizados corretamente. Os suprimentos médicos descartáveis não foram eliminados, ao contrário, eram reutilizados uma e outra vez”.
Ademais, acrescentavam que “a saída de emergência estava fechada com cadeado e espalhadas por todas as partes – em armários, no porão, no congelador, em frascos e bolsas e recipientes de plástico – estavam os restos fetais. Era um ossário de bebes”.
“Não tenho tempo para isso!”
Aparecem também testemunhos de algumas mães forçadas a abortar e maltratadas por Gosnell. Robyn Reid não queria abortar quando engravidou aos quinze anos. Sua avó a levou à força e a jovem pensava que depois de explicar ao doutor que queria continuar a gravidez ele a ouviria. Mas a resposta de Gosnell foi outra: “não tenho tempo para isto!”. Imediatamente desnudou-a e lutou com ela até que conseguiu ata-la a uma maca suja enquanto a sedavam até perder a consciência.
Algo similar aconteceu a Davida Johnson. Aconteceu em 2001 quando acudiu à clínica do acusado para abortar quando estava grávida de seis meses. Mas mudou de ideia depois de observar as outras pacientes de Gosnell, aturdidas e ensanguentadas na sala de recuperação. Porém, na sala de tratamento os auxiliares do médico ignoraram sua negativa, foi agredida e igualmente sedada. Ao despertar já não estava grávida.
Como estes depoimentos há muitos mais, igual ou inclusive mais duros, mas não puderam chegar à grande opinião pública pelo “apagão” informativo neste assunto, o qual contrasta com as notícias mais do que anedóticas e supérfluas que se dão quando se produzem crimes chamativos nos quais há vários mortos.
______________________________
2- Doctor Carlos Morín y 11 trabajadores de sus clínicas http://infocatolica.com/?t=noticia&cod=16810
3- A tragédia em Sandy Hook, Newtown, Connecticut onde foram mortas 20 crianças por um desequilibrado mental

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Vícios do século XXI


Gregorio Vivanco Lopes

 
Não me proponho a comentar algo, mas sim a reproduzir para o leitor testemunhos da maior valia a respeito de dois vícios que assolam este nosso século XXI.
O primeiro testemunho, a respeito das drogas, é de um especialista no assunto, Dr. Osmar Terra, que põe em realce quão absurdo é querer liberar seu consumo.
O segundo é a confissão de uma conceituada jornalista, Marion Strecker, uma das pioneiras da Internet no Brasil, cofundadora do UOL. Ela reconhece, meritoriamente, ter caído no chamado cibervício, enquanto muitos usuários compulsivos da Internet se negam a reconhecer sua dependência. Mas vamos aos depoimentos. Dispenso as aspas, pois tudo é citação.
* * *
Osmar Terra: “Enfrentar ou liberar as drogas?” (“O Globo”, 31-12-12)
O dilema entre enfrentar ou liberar as drogas no Brasil exige mais do que uma opinião ideológica ou sociológica sobre o tema. Um ponto central desse conhecimento científico sobre as drogas, e que é rigorosamente ignorado pelos defensores da liberação, é o de que a dependência química produz uma mudança estrutural, definitiva, no cérebro humano.
Essa estrutura modificada passa a comandar a motivação do dependente e irá direcionar seus interesses e ações na busca da droga, em detrimento de todas as demais atividades. Mesmo tratado, o dependente recairá de forma cíclica.
Como médico estudioso do assunto, como secretário estadual da Saúde que fui por oito anos no Rio Grande do Sul e ex-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde, afirmo que estamos diante do mais grave problema de saúde pública e de segurança no Brasil. A progressiva liberação das drogas produzirá uma oferta ampliada e multiplicará rapidamente o número de dependentes.
Todos os países que liberaram as drogas, como a Suécia, até 1969, e a China, no século XIX, tiveram que voltar atrás, em função dos problemas sociais e de segurança, e têm hoje leis duríssimas sobre o assunto. As experiências pontuais de liberação parcial do uso como a de Portugal fracassaram, aumentando o número de dependentes em tratamento e multiplicando os homicídios.
* * *
Marion Strecker: “Vício” (“Folha de S. Paulo”, 7-1-13)
Internet
 
No meio dos feriados, por puro vício, acabo abrindo a caixa de entrada de e-mails no celular. Vejo dezenas de e-mails enviados desde a véspera. Sem pensar muito, começo a selecionar aqueles que vou apagar sem ler. E, como sempre, vou deixar na caixa postal outros e-mails, para ler talvez um dia, talvez nunca.
Meu e-mail entrou em colapso. Às vezes perco mensagem importante soterrada numa pilha imensa de bobagens. O que seria solução virou também um problema que me consome muito tempo.
Poderia dizer o mesmo do Facebook, que só não abandono de vez porque virou uma imensa agenda de contatos. Mas vejo em volta, com meus amigos, como pode ser uma compulsão.
Penso nos dias angustiantes que precederam o momento em que me dei conta de que estava totalmente viciada em Internet. A produtividade em queda, a ansiedade em alta, a mania de pular de aparelho em aparelho, de aplicativo em aplicativo, de rede social em rede social, sem necessidade nenhuma, sem objetivo definido, vagando pelo mundo on-line como zumbi. Tento ser honesta comigo mesma e me pergunto: superei o vício? Controlei a compulsão? A resposta é não. Não tinha nenhuma compulsão antes da Internet. Não estou substituindo um vício por outro. Juro.
Olho minha filha de 14 anos, e ela está muito mais viciada que eu no seu iPhone. Usa Facebook, Twitter, WhatsApp, Instagram, essas coisas. Minha preocupação é a angústia, a ansiedade que a Internet é capaz de produzir. Eu conheço esse estado bem demais. É como andar de bar em bar, procurando algo que não se vai encontrar. É intoxicante. Faz mal à saúde.

Fonte: IPCO, abril 2013.

domingo, 7 de abril de 2013

Raio em céu sereno: CFM propõe vasta liberação do aborto


Cid Alencastro

Uma declaração do Conselho Federal de Medicina (CFM), a ser enviada ao Senado, propugna pela liberação do aborto nos termos do projeto de Código Penal em debate naquela Casa legislativa, ou seja, durante a 12ª semana de gestação. E vai ainda mais longe.
É preciso que os anti-abortistas estejam de sobreaviso e entrem na luta, pois o direito não socorre os que dormem, mesmo quando eles têm razão.
Algumas considerações a respeito se impõem. Vamos a elas.
* * *
É sabido que a maioria da população brasileira repudia a ampliação das causas de aborto permitidas por lei. Várias pesquisas o têm comprovado, e o contato diário com a população o mostra de sobejo.
Quando o governo Lula, em 2009, num Plano de Direitos Humanos (PNDH-3) sorrateiramente assinado às vésperas do Natal daquele ano, quis impor uma liberação praticamente total do aborto, o clamor popular que se levantou obrigou o Presidente a recolher seu decreto, enfiar a viola no saco e sepultar no silêncio sua iniciativa.
Naquela ocasião, tiveram papel importante na mobilização popular o estudo difundido pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira e a publicação na revista “Catolicismo”, ambos realçando o caráter criminoso do aborto, que atenta contra o 5º Mandamento da Lei de Deus (Não Matarás).
Na campanha presidencial de 2010, constando que a então candidata Dilma Rousseff era a favor do aborto, sua eleição para o cargo de primeira mandatária da Nação ficou seriamente ameaçado. A ponto de que ela teve de comprometer-se publicamente a não tomar nenhuma iniciativa abortiva, caso fosse eleita. Mais tarde, as ministras Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, e Eleonora Menicucci, da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, tiveram também que silenciar suas posições a respeito do aborto, sob pena de perderem as condições de permanecer em seus cargos.
Bebê de aproximadamente 12 semanas de vida
No final de 2012, nova investida. Uma comissão de juristas, designados pelo Senado Federal, elaborou um projeto de Código Penal que entre os numerosos incisos inaceitáveis, incluia a liberação do aborto até a 12ª semana de gestação, condicionado apenas à opinião de um médico ou psicólogo.
Tal projeto está sendo atualmente examinado no Senado Federal, e a respeito dele o Instituto Plinio Corrêa de Oliveira elaborou um parecer bastante circunstanciado, que tem obtido grande repercussão, sendo inclusive reproduzido no importante site jurídico JurisWay, além de numerosos outros sites. Outras personalidades de relevo no mundo jurídico, como o Dr. Gilberto Callado, Procurador de Justiça em Santa Catarina, também elaboraram estudos de grande alcance contra o referido projeto de viés abortista.
Em meio a todo esse debate, jovens voluntários do Instituto Plinio Corrêa de Oliveira têm se empenhado numa campanha de difusão do livro do Pe. David Francisquini “Catecismo contra o aborto”, que em linguagem simples e num estilo acessível, desmonta com inteligência e fé os argumentos abortistas. A receptividade para esse “Catecismo” no público brasileiro tem sido enorme.
Em face dessa aversão da população brasileira, em sua maioria, ao aborto, as possibilidades deste ser estendido na legislação pátria pareciam remotas.
Eis senão quando, como prova de que os abortistas não desistem e que, portanto, é preciso ter uma vigilância ininterrupta contra suas investidas, surge como raio em céu sereno uma declaração do Conselho Federal de Medicina (CFM), a ser enviada ao Senado, propugnando pela liberação do aborto nos termos do projeto de Código Penal, ou seja, durante a 12ª semana de gestação. Com uma agravante: não exige qualquer aprovação ou opinião de médico ou psicólogo. Dada a conhecer pela imprensa em 21 de março, tal declaração serve largamente aos objetivos dos abortistas.
Imediatamente se regozijaram com essa iniciativa as tais “Católicas pelo direito de decidir”, uma ONG feminista que indevidamente utiliza o nobre título de “católicas”, para melhor fazer engolir suas posições anticatólicas.
Para o presidente do CFM, Roberto D’Ávila, “o País precisa avançar” (O Estado de S. Paulo, 21-3). Para onde? perguntamos nós. Para o abismo?
Mas o pronunciamento do CFM não tem o apoio da generalidade dos médicos brasileiros. Mesmo entre os conselheiros não foi aprovado por unanimidade, pois a terça parte deles se manifestou contra.
A Regional de Minas Gerais votou em bloco contra a liberação do aborto. Afirmou o presidente do CRM-MG, João Batista Soares: “enquanto médicos, entendemos que nossa obrigação primeira é com a vida”. Soares teme ainda que o apoio ao anteprojeto possa passar o recado que o médico está liberado para praticar o aborto (Folha de S. Paulo, 21-3).
Os abortistas, de modo geral, temem muito os argumentos de índole religiosa, pois conhecem a eficácia dos mesmos junto ao público brasileiro. Por isso se esforçam extraordinariamente para que o tema aborto não seja tratado sob o ângulo da religião, mas sim do ponto de vista da saúde da mulher. Isso é propriamente uma falácia por duas razões principais.
Primeiramente porque a Religião Católica não tem uma pregação contrária à saúde da mulher e não é verdade que o aborto seja propício ao bem-estar físico da gestante. Pelo contrário, ele é uma fonte de remorsos e sensação de má consciência que facilmente produz doenças psíquicas de todo gênero.
Ademais, se a posição anti-abortista é apenas de quem tem religião, isso significaria que quem não é religioso pode matar à vontade? Quem poderá defender tal insânia?
Em má hora o CFM entrou na liça para defender uma causa tão inglória. Entretanto, o tiro pode sair pela culatra, pois muita gente que estava desmobilizada por achar que o aborto não tinha condições de ser aprovado, levou um susto salutar com essa declaração, e com isso acordou para luta, que mostra ser muito necessária. Os abortistas não dormem, e até o último momento podem excogitar uma cilada para aprovar a matança de inocentes. Não durmamos nós.
Que Nossa Senhora Aparecida, Rainha e Padroeira do Brasil, nos ajude e fortaleça.

Fonte: IPCO, março 2013.

sábado, 6 de abril de 2013

Abortos diminuem e ocasiona o fechamento de 70% de clínicas da morte nos EUA


Luis Dufaur

Terço pela vida diante de clínica da morte em Michigan
Segundo o Center for Disease Control, os números de assassinatos por aborto nos EUA estão em franca queda: de 2009 a 2011 eles diminuíram 5%, o maior declínio ocorrido na última década, informou a agência LifeNews.
Baseada nesses dados oficiais, a associação pela vida National Right to Life Committee (NRLC) mostrou que os abortos estiveram em constante aumento nas décadas de 70 e 80, atingindo até o início dos 90 a marca anual de cerca de 1,55 milhão de execuções.
Nessa data, a criação de centros com ultra-som para atender às mães em risco de abortar, a gradual entrada de legislação estadual protegendo a vida e as campanhas de grupos antiabortistas na Internet inverteram a tendência.
“Após atingirem um teto de mais de 1,6 milhão em 1990, o número anual de abortos efetivados nos EUA caiu a níveis nunca vistos desde o fim dos anos 70”, explicou o NRLC.
O Guttmacher Institute, dependente da mal-afamada multinacional da morte Planned Parenthood, confirmou a tendência positiva ao reconhecer que de 1,6 milhões de abortos em 1990 se passou a 1,2 milhão em 2005.
Clínica da morte fechada em Michigan

“O aborto fez um massacre tremendo nos EUA. Já perdemos mais de 54 milhões de nossos filhos, filhas, amigos e vizinhos, e por causa disso somos uma nação muito mais pobre”, disse o Dr. Randall K. O’Bannon, diretor do setor educacional do NRLC. “Entretanto, nos últimos vinte anos, vimos os esforços pela vida produzir a diferença e o número de abortos cair de 1,6 a 1,2 milhão por ano. Temos obviamente muito caminho pela frente, mas vemos que a legislação pela vida pode salvar centenas de milhares de vidas cada ano. Nossa tarefa é grande, mas nossa causa é justa”, acrescentou.

Outro resultado positivo da luta pela vida é que o número de clínicas de aborto reduziu acentuadamente.
De acordo com a associação Operation Rescue, em 1991 havia mais de 2.176 dessas clínicas nos EUA. Hoje elas não passam de 663. O que equivale a dizer que nesse período 70% fecharam.

 Fonte: IPCO, abril 2013.

quarta-feira, 20 de março de 2013

Pobreza e fausto: extremos harmônicos no firmamento da Igreja



 Plinio Corrêa de Oliveira

AMBIENTES, COSTUMES, CIVILIZAÇÕES


Um aspecto da Santa Igreja. Numa cela cheia de penumbra, ante um crucifixo que relembra a morte mais dolorosa que jamais houve, um Monge cartuxo folheia um devocionário. Revestido de um simples e pobre burel, com uma longa barba, esse Religioso parece a personificação de todos os elementos que impregnam o ambiente que o rodeia: gravidade extrema, resolução varonil de só viver para o que é profundo, verdadeiro, eterno, nobre simplicidade, espírito de renúncia a tudo quanto é da terra, pobreza material enfim, iluminada pelos reflexos sobrenaturais da mais alta riqueza espiritual.

*   *   *

Outro aspecto da Santa Igreja.

Na imensa nave central da Basílica de São Pedro, movimenta-se majestoso o cortejo papal. Na fotografia, percebe-se apenas uma parte dele, isto é, alguns Cardeais e os dignitários eclesiásticos e leigos que precedem imediatamente a sedia gestatória. Nesta, o Sumo Pontífice, ladeado dos famosos "flabelli" e seguido da Guarda Nobre. Ao fundo, ergue-se o Altar da Confissão, com suas elegantíssimas colunas e seu esplendido dossel. E bem mais atrás a célebre "Glória" de Bernini. As altas paredes recobertas de mármores admiráveis e adornadas de relevos, os arcos a um tempo leves e imensos, as luzes que resplandecem como se fossem estrelas ou fulgidíssimos brilhantes, tudo enfim se reveste de uma grandeza, de uma riqueza que é bem o supra-sumo do que a terra pode apresentar de mais belo. É a maior pompa de que o homem seja capaz, realçada pela magnificência da arte e pelo esplendor dos recursos naturais da pedra.

*   *   *

O que em um quadro é gravidade recolhida, no outro é glória irradiante. O que em um é pobreza, no outro é fausto. O que em um é simplicidade, no outro é requinte. O que em um é renúncia às criaturas, no outro é a superabundância das mais esplêndidas dentre elas.

Contradição? É o que muitos diriam: pode-se, então, amar a um tempo a riqueza e a pobreza, a simplicidade e a pompa, a ostentação e o recolhimento? Pode-se a um tempo louvar o abandono de todas as coisas da terra, e a reunião de todas elas para a constituição de um quadro em que reluzem os mais altos valores terrenos?

O problema é muito atual, no momento em que Sua Santidade o Papa João XXIII se mostra tão edificantemente zeloso das esplendidas tradições vaticanas, com manifesto desconcerto de elementos que têm uma mentalidade à Aneurin Bevan ( o líder trabalhista é paladino na luta contra todas as pompas, e assistiu de costas a uma parte da cerimônia de coroação da Rainha Elizabeth II ).

Não, entre uma e outra ordem de valores não existe contradição, senão na mente dos igualitários, servos da Revolução. Pelo contrário, a Igreja Se mostra santa, precisamente porque com igual perfeição, com a mesma sobrenatural genialidade, sabe organizar e estimular a prática das virtudes que esplendem na vida obscura do Monge, e das que refulgem no cerimonial sublime do Papado. Mais ainda. Uma coisa se equilibra com a outra. Quase poderíamos dizer que um extremo ( no sentido bom da palavra ) compensa a outro e com ele se concilia.

O fundo doutrinário no qual estes dois santos extremos se encontram e se harmonizam é muito claro. Deus Nosso Senhor deu-nos as criaturas, a fim de que estas nos sirvam para chegarmos até Ele. Assim, cumpre que a cultura e a arte, inspiradas pela Fé, ponham em evidência todas as belezas da criação irracional e os esplendores de talento e virtude da alma humana. É o que se chama de cultura e civilização cristã. Com isto, os homens se formam na verdade e na beleza, no amor da sublimidade, da hierarquia e da ordem que no universo espelham a perfeição d’Aquele que o fez. E assim as criaturas servem, de fato, para a nossa salvação e a glória divina. Mas de outro lado, elas são contingentes, passageiras, só Deus é absoluto e eterno. Cumpre lembrá-lo. E por isto é bom afastar-se dos seres criados, para no desprezo de todos eles pensar só no Senhor. Do primeiro modo, considerando tudo o que as criaturas são, se sobe até Deus; e do outro modo, se vai até Ele considerando o que elas não são. A Igreja convida os seus filhos a irem por uma e outra via simultaneamente, pelo espetáculo sublime de suas pompas, e pela consideração das admiráveis renúncias que só Ela sabe inspirar e fazer realizar efetivamente.

quinta-feira, 7 de março de 2013

10º Acampamento da Ação Jovem em prol da Juventude!



Semana de Estudos em Campos (RJ)
 

  • Saulo Cavalcante de Sá 
Enquanto muitos se entregavam aos desregramentos característicos do carnaval, festa neopagã de nossos dias, 66 jovens participavam numa fazenda colonial em Campos (RJ) de mais uma Semana de Estudos promovida pelo Instituto Plinio Corrêa de Oliveira juntamente com a Ação Jovem pela Terra de Santa Cruz..

O tema geral do evento foi o embate entre a Revolução e a Contra-Revolução no século XXI, o qual foi desenvolvido mais especialmente nas seguintes palestras: Cristeros — Exemplo de radicalidade católica; Esplendores da Igreja X Desvios do progressismo católico; Como poucos podem mudar a situação do mundo; A importância do apostolado e O Concílio Vaticano II.

Algumas conferências foram ilustradas por peças teatrais, destacando-se uma sobre a mencionada luta dos cristeros contra o comunismo no México, quando muitos derramaram seu sangue em defesa da fé, bradando antes do fuzilamento o nome de Cristo Rei.


Os tempos livres foram preenchidos com lazeres adequados à idade dos participantes: paintball, caça ao tesouro, jogos medievais e o jogo do Imperador.











Houve também projeção de audiovisuais sobre o Beato Jose Sánchez del Rio, jovem mártir cristero que preferiu ser torturado e morto a negar o nome de Nosso Senhor.

Como a vida espiritual é a fonte de toda luta contra-revolucionária verdadeiramente eficaz, não puderam faltar as práticas de piedade: assistência à Santa Missa, terço, recitação do Ofício de Nossa Senhora e uma Via Sacra solene.

Como gran finale, um lauto banquete em estilo medieval foi servido, seguido da entrega das lembranças.







Foram cinco dias de muita seriedade e alegria — virtudes não excludentes —, criando um ambiente do qual já se tem saudades, e um desejo para que chegue logo o próximo encontro!

  VIVA CRISTO REI!!!

Depoimentos de alguns participantes

 

André Kloeppel, 19 anos, Curitiba (PR): “Esses dias foram muito interessantes. Serviram para aumentar a devoção a Nossa Senhora e ter bem presente o espírito do verdadeiro católico, isto é, o espírito combativo praticado de modo exemplar pelos Cristeros no México”.

 

Danilo Medeiros, 15 anos, Brasília (DF): “Gostei muito dos jogos medievais, que testaram a força e a bravura de cada um. A reunião sobre Ambientes, Costumes e Civilizações mostrando a decadência de costumes em nossos dias também foi muito boa”.

 

Marco Antônio, 16 anos, São Paulo (SP): “Gostei muito! Foi uma ocasião propícia para perceber, através das reuniões, o que é a Igreja Católica. Além disso, fiz amizade com pessoas de vários lugares do Brasil. O que mais me chamou a atenção foi a organização: sempre apresentando a coisa certa na hora certa”.

 

Yago Ferreira, 15 anos, Cardoso Moreira (RJ): Gostei muito das palestras, dos jogos, dos teatros. Foi tudo muito bem elaborado. A palestra que mais gostei foi a referente à aparição de Nossa Senhora de Guadalupe.

 

quarta-feira, 6 de março de 2013

A religião do laicismo


Gregorio Vivanco Lopes


A Revolução Francesa guilhotinou
 inúmeros católicos em nome do laicismo
Faz parte da natureza humana ser profundamente religiosa. Criada por Deus, a alma do homem tem como aspiração fundamental voltar-se para seu Criador, o único capaz de completar suas lacunas, redimir suas faltas e torná-la plenamente feliz.
Esse anseio de felicidade nunca satisfeita que existe no ser humano indica bem que ele foi feito para alcançar sua plenitude em algo ou Alguém que está fora dele. Daí a busca desenfreada de felicidade a que alguns se entregam de modo errático, seja na sensualidade, na carreira, na saúde, nas drogas, nos divertimentos, e em quanta coisa mais. Mas só obtêm fogachos de prazer, necessariamente passageiros e incompletos, seguidos de frustração.
Não pretendo desenvolver aqui as provas teóricas da existência de Deus, mas apenas apontar para o fato de que, se a pessoa tira a Deus de seu panorama, nele se instala o vazio, mesmo se inconfessado. E esse vazio é um tormento maior do que todos os sofrimentos a que está sujeito o ser humano.
Por isso o laicismo tem de tomar ares de uma religião do homem, diferente e oposta à religião de Deus, para tentar preencher esse vazio. Os tão propalados “direitos humanos”, embora possam conter alguma parcela de verdade, constituem, em última análise, uma tentativa de substituir os Dez Mandamentos da Lei de Deus.
* * *
É fato histórico que todas as civilizações que nos precederam, desde a mais remota Antiguidade, creram em alguma divindade. Foi nossa civilização, dita moderna, que a partir da Revolução Francesa de 1789 inaugurou uma triste exceção com a ferrenha implantação do laicismo dos Estados. Desde esses infaustos dias, começou também a proliferar, em nível individual, o ateísmo, até que, no século XX, tivemos a espantosa e inaudita experiência de Estados que se proclamavam oficialmente ateus, como é o caso dos regimes comunistas.
O laicismo, como o entendem diversos doutrinadores, não deveria opor-se à existência das religiões. Apenas o Estado não professaria nenhuma delas, permanecendo indiferente a sua existência, ao mesmo tempo em que lhes daria liberdade de existirem. Os Estados Unidos seriam o modelo ideal.
Acontece que essa definição fixista não corresponde bem à natureza do laicismo. Nascido de uma ojeriza profunda à Religião Católica da parte dos revolucionários de 1789, o movimento laicista inicialmente a colocou no mesmo patamar das demais religiões, mas vai aos poucos e por etapas mostrando sua verdadeira natureza persecutória.
Manuel Valls, Ministro do Interior,
da França defende projeto ameaçador
Em outros termos, do laicismo se poderia dizer o que de uma corrente política argentina se disse certa vez: “uma incógnita em constante evolução”. A aversão do laicismo à Religião Católica — e às outras religiões que, num ponto ou noutro, professem princípios afins — é algo de muito profundo e que só aos poucos veio se explicitando ao longo da História recente, mostrando suas garras à luz do dia.

Nesse sentido, o laicismo é uma verdadeira religião anti-religiosa que nos dias presentes vai expondo cada vez mais claramente seus objetivos, através de uma cristianofobia das mais raivosas, mesmo quando se serve para isso de sentenças e de leis.
* * *
Não se trata aqui da perseguição que animistas ou hinduístas ou muçulmanos ou outros ainda fazem aos cristãos, pois isso, por mais rejeitável que seja, não é um problema novo, ele repete o passado. A nova perseguição do laicismo é feita com luvas de pelica e instrumentos cirúrgicos, em nome de “direitos humanos” entendidos de modo anticristão.
Nos Estados Unidos, por exemplo, o presidente Obama forçou a aprovação de uma lei sobre os planos de saúde que obriga, sob penas severas, os estabelecimentos católicos e outros a promover o aborto, a contracepção e ainda outros pecados. Ou seja, obriga-os a agir contra seus princípios morais. Perseguição evidente.
Porém, o passo mais avançado está para ser dado na França.
“O governo socialista francês anunciou a criação de um Observatório Nacional de Laicidade, com a deportação de cristãos e membros de outras religiões que sejam considerados portadores de uma ‘patologia religiosa’.
“O presidente François Hollande, que em sua campanha eleitoral prometeu equiparar as uniões homossexuais ao matrimônio, disse em 10 de dezembro que no ano 2013 se estabelecerá o citado Observatório”.
O Ministro do Interior, Manuel Valls, explicou a missão do Observatório: “O objetivo não é combater as opiniões com a força, mas detectar e compreender quando uma opinião se faz potencialmente violenta e chega ao excesso criminal. O objetivo é identificar quando é bom intervir para lidar com o que se converte numa patologia religiosa.
“Valls — cujo governo permite a pornografia para moças de 18 anos — ressaltou que o Observatório colocará o foco em extremistas de todos os credos” e exemplificou com grupos tradicionalistas cujas ações considerou “nos limites da legalidade”, quando protestaram em mais de una ocasião contra o aborto, a lei de uniões homossexuais etc.
A agência “Reuters” assinala que “a França deportará imãs estrangeiros e radicais, oriundos de grupos religiosos, incluindo os tradicionalistas católicos de linha dura, se uma nova política de segurança revelar que eles sofrem de uma ‘patologia religiosa’ e podem tornar-se violentos”.
Valls acrescentou que “os criacionistas nos Estados Unidos e no mundo islâmico, os extremistas muçulmanos, os católicos ultra-tradicionalistas e os judeus ultra-ortodoxos querem viver separadamente do mundo moderno”. Perseguição às minorias? É essa a democracia laicista?
“Com este Observatório, será o governo francês que decidirá quem são os católicos ‘que se portam bem’” (ACI, 20-12-12).
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O laicismo tinha que chegar até a perseguição aos católicos. E ela vai se desenhando com nitidez cada vez maior. É bem o momento de permanecermos firmes na nossa fé e repetirmos confiantes com o Salmista:
“Por que razão se amotinaram as nações e os povos maquinam planos vãos? Os reis da terra sublevam-se e os príncipes coligam-se contra o Senhor e contra o seu Cristo. Quebremos as suas cadeias, disseram eles, e sacudamos de nós os seus laços!
“Aquele que habita nos céus ri-se, o Senhor zomba deles.
“Ele lhes fala então na sua ira, e os aterroriza no seu furor” (PS 2, 1-5). 

Fonte: IPCO, 2013